A presença de um mosquito transmissor de doenças já identificado em várias regiões do país está a aumentar e levanta novas questões sobre saúde pública. A monitorização mais recente mostra um crescimento no número de concelhos onde este inseto foi detetado, reforçando a necessidade de vigilância e informação.
De acordo com o Notícias ao Minuto, o número de concelhos com registos deste mosquito subiu para 28, mais dez do que no ano anterior. A expansão geográfica confirma uma tendência que tem vindo a ser observada nos últimos anos, à medida que o inseto se adapta a novas condições.
Segundo a mesma fonte, esta evolução resulta dos dados recolhidos pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, que acompanha a presença de vetores em Portugal.
O que está em causa com este mosquito
O aumento do número de concelhos onde foi detetado o mosquito Aedes albopictus coloca em evidência o potencial risco associado à transmissão de doenças. Trata-se de uma espécie conhecida por poder transmitir vírus como dengue, Zika ou febre-amarela.
Embora a presença do mosquito não signifique automaticamente a existência destas doenças no país, a sua expansão é acompanhada com atenção pelas autoridades de saúde. A deteção mais recente inclui concelhos como Lisboa, Oeiras, Almada e Sesimbra, além de novas áreas na região Centro.
Dengue: sintomas podem passar despercebidos
Entre as doenças associadas a este mosquito, a dengue é uma das mais conhecidas. De acordo com o Serviço Nacional de Saúde, os sintomas podem surgir alguns dias após a picada, mas nem todas as pessoas desenvolvem sinais evidentes.
Segundo a mesma entidade, muitos casos são ligeiros ou até assintomáticos, especialmente em crianças. Ainda assim, podem surgir febre, dores musculares, dor de cabeça ou manchas na pele. Importa sublinhar que a doença não se transmite diretamente entre pessoas, exceto em situações muito específicas.
Zika: geralmente ligeira, mas com riscos em grávidas
Outra doença associada a este mosquito é o vírus Zika, cuja infeção tende a ser ligeira na maioria dos casos. Os sintomas incluem febre ligeira, erupções cutâneas e dores articulares.
No entanto, segundo explicam as autoridades de saúde, existem riscos específicos para mulheres grávidas, devido à possibilidade de transmissão ao feto. Por esse motivo, são recomendadas precauções adicionais em caso de viagens para zonas onde o vírus esteja ativo.
Febre-amarela: vacina continua a ser a principal proteção
A febre-amarela é outra das doenças potencialmente transmitidas por este mosquito, embora não exista atualmente circulação do vírus na Europa. De acordo com o SNS, existe uma vacina eficaz que confere proteção duradoura, sendo recomendada para quem viaja para regiões onde a doença é endémica.
Ainda assim, a prevenção continua a passar sobretudo por evitar picadas, através do uso de repelentes e outras medidas de proteção.
Expansão do mosquito está a ser monitorizada
O alargamento da presença deste mosquito em Portugal tem sido acompanhado ao longo dos últimos anos, desde a sua primeira deteção no país, em 2017.
Segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, esta evolução confirma a capacidade de adaptação da espécie a diferentes ambientes, incluindo zonas urbanas.
A vigilância contínua permite identificar novas áreas de risco e apoiar a definição de estratégias de prevenção.
Prevenção continua a ser essencial
Apesar da crescente presença do mosquito, as autoridades sublinham que o risco de transmissão de doenças depende de vários fatores, incluindo a existência de vírus ativos. Ainda assim, medidas simples podem fazer a diferença, como evitar água parada, utilizar repelentes e proteger janelas e portas.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a informação e a prevenção continuam a ser as principais ferramentas para reduzir riscos associados a este tipo de situação.















