Durante muitos anos, Portugal foi visto como um exemplo de segurança e estabilidade.
Esse sentimento fazia parte do nosso quotidiano, sair à rua sem preocupação, deixar as crianças brincar na rua, caminhar à noite sem medo.
Era uma realidade que distinguia o País e que contribuía para a qualidade de vida dos portugueses.
Contudo, em várias zonas do país cresce hoje uma perceção diferente, a de que a tranquilidade de outros tempos está, gradualmente, a desaparecer.
Em Olhão, essa preocupação torna-se cada vez mais evidente.
Quem vive na cidade ou acompanha o seu dia a dia conhece os relatos que circulam entre moradores e comerciantes, desde furtos, a vandalismo, passando por desacatos, episódios de violência e uma crescente sensação de desordem em determinadas zonas.
Mais importante do que qualquer debate estatístico é reconhecer uma realidade simples, quando as pessoas começam a sentir medo, evitam certos locais ou mudam de hábitos por receio, passa a existir um problema que deve ser levado a sério.
Olhão sempre foi uma cidade de identidade forte.
Terra de pescadores, de trabalho, de proximidade entre vizinhos e de orgulho local.
Uma cidade marcada pela autenticidade, pela ligação ao mar e pela capacidade de acolher quem a visita.
Mas amar uma cidade implica também ter coragem para reconhecer aquilo que está menos bem.
Ignorar preocupações legítimas da população não resolve problemas, antes pelo contrário, aumenta o sentimento de abandono e frustração.
Nos últimos tempos, tornou-se comum assistir a debates polarizados sobre a segurança.
De um lado, quem alerta para situações de criminalidade e degradação urbana, do outro, quem considera qualquer preocupação nesta área exagerada ou motivada por preconceito.
Nenhum dos extremos contribui verdadeiramente para resolver o problema.
Durante muitos anos, Portugal foi visto como um exemplo de segurança e estabilidade.
Esse sentimento fazia parte do nosso quotidiano, sair à rua sem preocupação, deixar as crianças brincar na rua, caminhar à noite sem medo.
Era uma realidade que distinguia o País e que contribuía para a qualidade de vida dos portugueses.
Contudo, em várias zonas do país cresce hoje uma perceção diferente, a de que a tranquilidade de outros tempos está, gradualmente, a desaparecer.
Em Olhão, essa preocupação torna-se cada vez mais evidente.
Quem vive na cidade ou acompanha o seu dia a dia conhece os relatos que circulam entre moradores e comerciantes, desde furtos, a vandalismo, passando por desacatos, episódios de violência e uma crescente sensação de desordem em determinadas zonas.
Mais importante do que qualquer debate estatístico é reconhecer uma realidade simples, quando as pessoas começam a sentir medo, evitam certos locais ou mudam de hábitos por receio, passa a existir um problema que deve ser levado a sério.
Olhão sempre foi uma cidade de identidade forte.
Terra de pescadores, de trabalho, de proximidade entre vizinhos e de orgulho local.
Uma cidade marcada pela autenticidade, pela ligação ao mar e pela capacidade de acolher quem a visita.
Mas amar uma cidade implica também ter coragem para reconhecer aquilo que está menos bem.
Ignorar preocupações legítimas da população não resolve problemas, antes pelo contrário, aumenta o sentimento de abandono e frustração.
Nos últimos tempos, tornou-se comum assistir a debates polarizados sobre a segurança.
De um lado, quem alerta para situações de criminalidade e degradação urbana, do outro, quem considera qualquer preocupação nesta área exagerada ou motivada por preconceito.
Nenhum dos extremos contribui verdadeiramente para resolver o problema.
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