A funcionar como creche para crianças dos 0 aos 2 anos e jardim de infância dos 3 aos 5, o Infantário Pimpão é hoje uma das instituições de referência na educação de infância em Tavira. Fundado em fevereiro de 1983, o espaço acompanha há mais de quatro décadas várias gerações de famílias tavirenses.
Numa fase inicial, o infantário funcionou onde é hoje a Escola D. Manuel I em Tavira, acolhendo sobretudo filhos de funcionários do Ministério da Educação. Em setembro de 1989, abriu portas para a restante comunidade e mudou-se para as instalações construídas de raiz, onde continua a funcionar até hoje.

Maria Luís, presidente da direção, e Eugénia Sousa, diretora pedagógica, estão ligadas ao Pimpão há 42 anos. As duas educadoras assumiram a direção em 1996, numa altura marcada por dificuldades financeiras que chegaram a colocar em risco a continuidade da instituição.
“Pegámos nisto para salvar o nosso posto de trabalho e o das restantes funcionárias”, recordam as responsáveis. Com uma gestão rigorosa e muito esforço pessoal, conseguiram recuperar a estabilidade da instituição sem comprometer o projeto educativo nem a qualidade do trabalho desenvolvido com as crianças.
Educação participativa e ligação próxima às famílias
Ao longo dos anos, o Pimpão distinguiu-se pela aposta numa educação participativa, próxima das famílias e centrada no desenvolvimento infantil. “Nunca vimos a creche apenas como um espaço para guardar crianças”, sublinham ao POSTAL.

A instituição trabalha segundo as orientações curriculares estruturadas em três áreas fundamentais: formação pessoal e social, expressão e comunicação e conhecimento do mundo para a educação infantil, desenvolvendo projetos pedagógicos adaptados aos interesses e necessidades das crianças, referiu a presidente ao POSTAL.
A aprendizagem é construída através da exploração, da comunicação e da interação com o meio envolvente, numa metodologia que valoriza a curiosidade natural dos mais novos.

A relação com as famílias continua a ser uma das principais marcas do infantário. Os pais podem acompanhar de perto o quotidiano das crianças, numa lógica de “porta aberta” que, segundo as responsáveis, fortalece a confiança e o envolvimento familiar.
“As crianças são o melhor veículo de comunicação. São elas que mostram aos pais aquilo que aprenderam e viveram aqui”, acrescenta Maria Luís ao POSTAL.
Gerações de tavirenses continuam ligadas ao Pimpão
Ao longo das últimas décadas, o Infantário Pimpão estabeleceu ainda parcerias com diversas entidades locais, escolas profissionais, universidades e instituições internacionais.
Atualmente, muitas das crianças que passaram pelo infantário regressam enquanto pais dos novos alunos, algo que as responsáveis encaram como reflexo do impacto que o Pimpão continua a ter na comunidade tavirense.

Para Eugénia Sousa, o segredo continua a estar na forma como vivem diariamente a profissão. “Transformar as ações educativas numa festa é o mais importante”, afirma, acrescentando que “se nós não estivermos motivadas, também não conseguimos motivar as crianças.”
Já Maria Luís resume o percurso no Pimpão como “um privilégio”.
“Transformar a educação num prazer continua a ser o mais importante”, concluem as responsáveis.
EJ/CM
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