Um aviso amarelo de trovoada já não deve ser interpretado apenas como sinal de relâmpagos. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alterou os critérios utilizados nestes avisos e passou a incluir outros fenómenos potencialmente perigosos, como chuva intensa, granizo e rajadas fortes de vento.
Segundo a Meteored, a mudança pretende tornar a cor dos avisos mais representativa da intensidade e dos possíveis impactos das tempestades que podem ocorrer numa determinada região.
Aviso amarelo pode incluir rajadas até 90 km/h
Com os novos critérios, um aviso amarelo de trovoada pode estar associado, além das descargas elétricas, a precipitação intensa entre 10 e 20 milímetros numa hora, granizo com menos de dois centímetros de diâmetro e rajadas de vento entre 70 e 90 km/h.
Isto significa que, ao consultar os avisos meteorológicos, os portugueses devem passar a ter em conta que a indicação de trovoada pode envolver vários fenómenos em simultâneo.
Importa, contudo, esclarecer que a emissão de um aviso não significa que todos estes fenómenos tenham necessariamente de ocorrer. Os critérios servem para classificar a perigosidade prevista para determinado episódio meteorológico.
Aviso laranja representa situações mais severas
No nível seguinte, o aviso laranja, os valores considerados tornam-se mais elevados. Segundo os novos critérios apresentados pela Meteored, poderão estar em causa episódios com 20 a 40 mm de chuva numa hora, granizo com pelo menos dois centímetros de diâmetro ou rajadas de vento iguais ou superiores a 90 km/h.
O aviso vermelho fica reservado para situações ainda mais severas, podendo envolver precipitação igual ou superior a 40 mm numa hora, granizo de grandes dimensões e vento muito forte associado às células de trovoada.
Porque é que o IPMA mudou os avisos?
Até agora, a classificação dos avisos de trovoada estava mais centrada na ocorrência, frequência e distribuição das descargas elétricas.
Com a alteração, passam a ser considerados de forma mais direta os fenómenos meteorológicos severos que podem acompanhar uma trovoada, permitindo que o aviso dê uma indicação mais completa sobre aquilo que poderá acontecer no terreno.
Na prática, uma tempestade localizada pode produzir em pouco tempo chuva muito intensa, granizo e rajadas capazes de provocar queda de ramos, acumulações rápidas de água e outros problemas.
Atenção à informação que acompanha cada aviso
Por isso, quando surgir um aviso amarelo de trovoada, olhar apenas para a cor pode já não ser suficiente. É importante consultar a descrição divulgada pelo IPMA para perceber quais os fenómenos previstos, as zonas afetadas e o período em que o aviso estará ativo.
As novas regras tornam assim os avisos de trovoada mais abrangentes e procuram refletir melhor o risco associado a episódios que, apesar de poderem ser bastante localizados, podem também tornar-se intensos num curto espaço de tempo.
Leia também: Recebe CSI e não paga medicamentos? Esta regra muda já a 17 de outubro
















