Os cereais de pequeno-almoço açucarados parecem uma escolha prática e inofensiva, mas podem esconder quantidades elevadas de açúcar. Quando consumidos com frequência, estes produtos podem contribuir para um padrão alimentar menos saudável e aumentar fatores associados ao risco cardiovascular.
O alerta da Direção-Geral da Saúde (DGS) não indica que uma taça de cereais vá “entupir” as artérias de um dia para o outro. O problema está no consumo regular de produtos ricos em açúcar e pobres em fibra, sobretudo quando substituem opções mais completas, como aveia, pão de mistura, fruta, iogurte natural ou frutos secos.
A mesma fonte recomenda reduzir o consumo de cereais refinados, incluindo cereais de pequeno-almoço açucarados, e aconselha a leitura dos rótulos para verificar a quantidade de açúcares adicionados. O mesmo documento destaca que os cereais integrais e a ingestão de fibra são benéficos para a saúde cardiometabólica e para reduzir o colesterol total e LDL.
Açúcar é o principal problema
Segundo a DGS, o consumo excessivo de açúcar está relacionado com doenças crónicas, nomeadamente doença cardiovascular e diabetes tipo 2. A instituição refere ainda que o consumo elevado de açúcares simples está associado ao aumento dos triglicéridos, ao aumento da pressão arterial e à diminuição do HDL, fatores ligados a maior risco cardiovascular.
Em Portugal, o tema é especialmente relevante porque muitos cereais à venda têm demasiado açúcar. O Relatório Anual do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável de 2023 analisou 308 cereais de pequeno-almoço e concluiu que 60% apresentavam elevado teor de açúcar, acima de 15 gramas por 100 gramas.
Alternativas pela manhã
A melhor opção passa por trocar cereais açucarados por alimentos mais simples e menos processados. Aveia com fruta, iogurte natural com sementes, pão de mistura com queijo fresco ou uma omelete com legumes são alternativas mais equilibradas para começar o dia.
Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda reduzir a ingestão de açúcares livres para diminuir o risco de doenças não transmissíveis. O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também refere que consumir demasiado açúcar adicionado pode contribuir para aumento de peso, obesidade, diabetes tipo 2 e doença cardíaca.
Ainda assim, não é necessário transformar um consumo ocasional num alarme. O essencial é perceber que os cereais açucarados não devem ser a base habitual do pequeno-almoço, sobretudo quando existem opções com mais fibra, menos açúcar e melhor valor nutricional.
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