
A Polícia Judiciária está a investigar o incêndio em Monchique. As chamas consumiram mais de 600 hectares naquele município, tendo-se alastrando depois para Portimão.
As autoridades acreditam que o incêndio terá começado de forma acidental. Suspeitam que a origem do fogo terá sido numa ligação elétrica improvisada.
A Presidente da Câmara Municipal de Portimão garante que só ardeu um anexo. O autarca de Monchique fez um primeiro balanço e avança que está a preparar apoios para os proprietários das casas. Rui André deixa ainda uma apelo ao Governo.
O comandante regional da Proteção Civil do Algarve diz que o incêndio já sofreu várias reativações e que o vento previsto para a tarde de domingo é fonte de preocupação.
Não há vitimas a registar no incêndio que deflagrou pelas 13:30 deste sábado e que só foi dado como dominado na manhã de domingo. As chamas consumiram vários hectares de área.
Incêndio de 2018 demorou uma semana a dominar em Monchique
Monchique já tinha sido atingida há três anos por um incêndio que queimou quase 30 mil hectares de floresta. Dezenas de pessoas foram obrigadas a deixar para trás tudo o que tinham.
O fogo, que destruiu casas e terrenos agrícolas, demorou uma semana a dominar.
De acordo com o relatório do Observatório Técnico Independente entregue no Parlamento, uma linha elétrica terá sido a principal causa do fogo.
Este foi considerado o maior incêndio da Europa daquele verão. Três anos depois, ainda há casas por reconstruir.
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População combateu as chamas e tentou salvar os animais
Foi dominado, na manhã deste domingo, o incêndio que começou à hora de almoço de sábado, em Monchique. Durante a noite, houve momentos dramáticos. Várias pessoas tiveram de ser retiradas de casa.
Durante toda a noite, o fogo não deu tréguas. Nem aos bombeiros nem à população de Monchique. A cada instante, a progressão das chamas trazia nova ameaça, novo desafio.
Mesmo perante o perigo, muitos hesitam em deixar tudo para trás. Para alguns, que já estão demasiados habituados ao castigo dos incêndios, é uma vida inteira.
Numa unidade de produção de mel, arderam várias viaturas e centenas de colmeias. Apenas dois homens sozinhos lutaram contra o fogo.
Durante a madrugada, os mais de 400 operacionais aproveitaram uma janela de oportunidade e conseguiram controlar as chamas. Por volta das 07:00 o fogo foi considerado dominado. Começaram depois as operações de rescaldo e consolidação. Devido às condições meteorológicas, os meios aéreos vão continuar de prevenção para evitar reacendimentos.
O incêndio deflagrou à hora de almoço de sábado no Tojeiro, no concelho de Monchique. Em poucas horas, estendeu-se ao concelho de vizinho de Portimão e ameaçou localidades como Vidigal Velho ou Alcalar. 30 pessoas foram retiradas das suas habitações, sendo 12 delas de um lar na localidade de Pereira.
Depois de dominado o incêndio fica este cenário de destruição replicado em várias localidades do concelho. Imagens que se vão repetindo em Monchique ao longo dos anos.

População faz contas aos prejuízos
Os agricultores que sofreram prejuízos no âmbito do incêndio nos concelhos de Monchique e de Portimão já podem reportá-los à Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve (DRAP Algarve).
De acordo com uma nota do Ministério da Agricultura, a DRAP Algarve “fará o levantamento exaustivo das perdas, de modo a avaliar-se a possibilidade de acionar eventuais apoios”.

Fogo de Monchique/Portimão dado como extinto e em fase de vigilância
O incêndio foi hoje dado como extinto, tendo entrado em fase de vigilância às 19:00 depois de um dia de rescaldo, afirmou o comandante das operações.
Numa conferência de imprensa no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, o comandante operacional Distrital de Faro da Proteção Civil, Richard Marques, adiantou que os meios ainda se vão manter no terreno para “consolidar a área afetada”, que ascende aos “dois mil hectares num perímetro de 24 quilómetros quadrados”.
Durante o dia de hoje, e apesar da intensidade do vento, que atingiu rajadas de 50 quilómetros por hora, “não houve reativações com grande expressão” a as que existiram foram “prontamente resolvidas pelo dispositivo no terreno: 426 operacionais, apoiados por 143 veículos, quatro meios aéreos e cinco máquinas de rasto.
Richard Marques revelou que o quadro meteorológico previsto para segunda-feira é “semelhante ao de hoje”, com o vento a soprar com alguma intensidade, o que obriga a que a desmobilização “seja gradual” com rendimentos dos meios da região para “recuperar” a capacidade de ataque inicial em novas situações, “fundamental” para manter a resposta rápida aos incêndios rurais no Algarve.
“Esta segunda-feira haverá ainda meios e recursos no terreno durante todo o dia, havendo uma reavaliação do plano de desmobilização”, assumiu.
O comandante operacional Distrital de Faro da Proteção Civil relembrou que “não se registaram “quaisquer vítimas do incêndio” e que os moradores já regressaram às suas habitações.
Ao todo foram deslocadas de suas casas “68 pessoas”, tendo “21 pernoitado no Centro de Concentração e Apoio à População no Portimão Arena”, entretanto desativado, tendo sido acolhidos também “85 animais”.
Em relação à extensão dos danos, o representante da Guarda Nacional Republica presente na conferência de imprensa revelou terem sido “essencialmente danos em alguns armazéns de apoio à atividade agricultura e algumas dezenas de veículos em fim de vida”, nomeadamente na zona de origem do incêndio.
O capitão Pedro Fernandes apontou que o “dano primordial” foi num anexo de uma residência que não chegou a afetar a habitação.
Na conferência de imprensa da parte da manhã, o presidente da Câmara de Monchique, Rui André, revelou já ter realizado o levantamento dos danos no seu concelho e que dos cerca de dois mil hectares (ha) ardidos, “650” são em Monchique: “211ha de eucalipto, 242ha de mato, 20ha de pastagens, 131ha de sobreiro, 21ha de pinheiro manso e 25ha de agricultura.
Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, às 20:30 estavam no terreno 368 operacionais, 121 veículos e nenhum meio aéreo.
















