O Algarve continuou a registar uma taxa de desemprego acima da média nacional no primeiro trimestre de 2026, segundo os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre janeiro e março, a taxa de desemprego na região fixou-se em 6,7%, superando o valor nacional de 6,1% e colocando o Algarve entre as três regiões do país com pior registo, a par da Grande Lisboa (7,4%) e da Península de Setúbal (6,8%).
Os números mostram que, apesar da descida homóloga do desemprego em Portugal, a região algarvia continua sob maior pressão do que a maioria do território nacional.
Segundo o INE, apenas estas três regiões ficaram acima da média, enquanto o Norte registou 6,0%, o Oeste e Vale do Tejo 5,6%, o Alentejo 5,5%, os Açores 5,4%, o Centro 5,0% e a Madeira 4,5%.
A nível nacional a taxa de desemprego desceu para 6,1%
A nível nacional, a taxa de desemprego desceu para 6,1% no primeiro trimestre, menos 0,5 pontos percentuais do que no mesmo período de 2025. Ainda assim, subiu 0,3 pontos percentuais face ao trimestre anterior. No total, a população desempregada foi estimada em 346,3 mil pessoas, o que representa um aumento de 6,1% em cadeia, mas uma redução de 5,3% em termos homólogos.
Sem detalhar o número absoluto de desempregados por região, o INE adianta que, em comparação com o primeiro trimestre de 2025, a taxa de desemprego apenas aumentou na Grande Lisboa, tendo diminuído nas restantes regiões, incluindo o Algarve. Os dados nacionais mostram também uma melhoria no desemprego jovem.
A taxa de desemprego entre os 16 e os 24 anos foi estimada em 19,1%, menos 0,7 pontos percentuais do que no trimestre anterior e menos 2,1 pontos percentuais face ao período homólogo.
Já a subutilização do trabalho, que inclui desempregados, subempregados a tempo parcial e inativos disponíveis para trabalhar, abrangeu 588 mil pessoas. A taxa situou-se em 10,2%, acima do trimestre anterior, mas abaixo do valor registado há um ano.
35,6% da população desempregada estava sem trabalho há 12 meses ou mais
No que respeita ao desemprego de longa duração, 35,6% da população desempregada encontrava-se sem trabalho há 12 meses ou mais, um valor inferior quer ao trimestre precedente quer ao homólogo.
O INE estima ainda que a população empregada tenha atingido 5,3 milhões de pessoas no primeiro trimestre, mais 2,3% do que há um ano, embora menos 0,7% do que no trimestre anterior. Já o teletrabalho abrangeu 21,1% da população empregada, correspondente a 1,118 milhões de pessoas.
Apesar da melhoria global do mercado de trabalho no país, o Algarve continua assim entre as regiões mais pressionadas pelo desemprego, mantendo-se acima da média nacional no arranque de 2026.
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