Há um país europeu que está mais perto do que nunca de entrar na União Europeia e já foi apontado pelas instituições europeias como o mais avançado no processo de adesão. O nome não surge logo à cabeça de muitos, mas está, neste momento, na linha da frente do alargamento.
A indicação surge de um relatório recente do Parlamento Europeu, que avalia o progresso dos países candidatos e deixa um alerta claro: o desfecho ainda não está garantido e depende de fatores políticos e institucionais que continuam em evolução.
Um líder inesperado na corrida à UE
Com 56 votos a favor, sete contra e dez abstenções, a Comissão de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu identificou o país que está “mais avançado” nas negociações de adesão.
Só mais à frente surge a confirmação: trata-se de Montenegro, um pequeno Estado dos Balcãs que tem vindo a ganhar terreno de forma consistente no processo de integração europeia.
O que coloca este país na frente
Segundo os eurodeputados, o apoio público à adesão continua a ser elevado, o que reforça a estabilidade política do processo.
Além disso, Montenegro tem demonstrado alinhamento com as posições da União Europeia em matérias de política externa, incluindo sanções internacionais, um fator valorizado em Bruxelas.
Reformas continuam a ser decisivas
Apesar do avanço, o relatório sublinha que o caminho está longe de estar concluído. São exigidos resultados concretos e duradouros em áreas como a Justiça, o Estado de Direito e a gestão das finanças públicas. O foco não está apenas na legislação, mas na aplicação efetiva das reformas.
Divisões internas podem atrasar tudo
Um dos principais riscos identificados prende-se com as tensões políticas dentro do país. O Parlamento Europeu alerta que disputas partidárias ou questões identitárias podem comprometer o ritmo das reformas e atrasar o processo de adesão.
Um papel estratégico na região
Montenegro é também visto como um potencial elemento de estabilidade nos Balcãs Ocidentais, uma região historicamente marcada por tensões.
Os eurodeputados incentivam o país a manter um papel construtivo e a contribuir para a cooperação regional.
E os outros candidatos?
No mesmo relatório, o Parlamento Europeu analisou também o progresso da Albânia. Apesar de reconhecer avanços significativos, os eurodeputados apontam vários desafios que continuam por resolver.
Problemas persistem na Albânia
Entre as principais preocupações estão a polarização política interna, fragilidades no sistema judicial e dificuldades no combate à corrupção.
O relatório refere que ainda são necessários progressos mais consistentes, sobretudo em casos de corrupção ao mais alto nível.
Entrada ainda depende de vários fatores
Embora exista ambição para concluir negociações até 2027, os eurodeputados sublinham que o calendário dependerá da qualidade das reformas implementadas.
Não haverá entrada automática, mesmo para os países mais avançados.
Próxima decisão será no plenário
Os relatórios aprovados seguem agora para votação em sessão plenária do Parlamento Europeu, onde poderá ser consolidada a posição política sobre o alargamento.
Para já, Montenegro lidera a corrida, mas continua a depender de um equilíbrio delicado entre reformas internas e estabilidade política.
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