As escolas do Algarve e da região de Lisboa concentram as necessidades de professores, enquanto muitos dos docentes disponíveis vivem no Norte, refere a Lusa. Com cerca de mil horários completos por preencher no país, o ministro da Educação anunciou o início de colocações diárias a partir de 19 de setembro.
“Temos cerca de mil horários completos por preencher, a partir de amanhã vamos começar a colocar professores todos os dias”, afirmou Fernando Alexandre, em 18 de setembro, à margem do evento “Ensino Profissional: Uma Escolha com Futuro”, em Lisboa.
O governante referia-se ao novo mecanismo que permite a substituição diária dos professores em falta, considerando que o problema está a ser resolvido.
Há 11 mil docentes disponíveis, mas necessidades concentram-se noutras regiões
Fernando Alexandre afirmou que existem “11 mil professores disponíveis para dar aulas que não estão colocados”. Reconheceu, contudo, que o principal problema é “aquele desacerto entre o que os professores desejam e as necessidades” das escolas.
Segundo a Lusa, as estatísticas mostram que muitos destes profissionais residem no Norte, enquanto as carências se concentram nas zonas de Lisboa e do Algarve. Nestas regiões, o preço do arrendamento torna incomportável a vida de um professor deslocado.
Mais de cem novos pedidos de alunos à procura de escola
Além da falta de docentes, o arranque do ano letivo continua marcado por casos de alunos sem colocação nas escolas públicas. O ministro revelou que, só em 17 de setembro, surgiram mais de uma centena de novos processos.
“Ontem [quinta-feira] foram mais cem e continuam a aparecer. Os alunos que aparecem não podem ser colocados antes de aparecerem”, declarou aos jornalistas.
Uma semana após o início das aulas, Fernando Alexandre garantiu que “os alunos estão a ser todos colocados”, acrescentando que “todos os dias aparecem” novos casos.
Pais dizem ter feito matrículas dentro dos prazos
Na véspera das declarações do ministro, o grupo de pais que prepara uma ação contra a tutela informou a Lusa de que, entre 60 famílias, 15 continuavam sem resposta e com os filhos em casa.
Os casos abrangem crianças e jovens do pré-escolar ao secundário, de norte a sul do país. Os encarregados de educação garantem que fizeram as matrículas dentro dos prazos legais, antes de agosto.
O Ministério da Educação afirma que, desde o encerramento do período de matrículas, mantém um acompanhamento permanente e diário dos alunos que ainda precisam de colocação.
Segundo os dados divulgados pela tutela, mais de 1.300 alunos foram colocados em escolas da região de Lisboa durante esta semana.
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