Pequenas moscas a levantar voo quando se rega, pontos brancos junto aos caules ou teias quase invisíveis entre as folhas podem ser os primeiros sinais de que há visitantes indesejados nos vasos. A chegada do outono merece atenção especial, sobretudo quando plantas que passaram os meses mais quentes no exterior começam a regressar a casa. A University of Minnesota Extension alerta precisamente para a possibilidade de insetos viajarem com as plantas e recomenda uma inspeção antes de estas serem levadas para o interior.
A University of Minnesota Extension, serviço de extensão da Universidade do Minnesota que disponibiliza informação baseada em conhecimento científico, identifica entre os problemas que podem acompanhar as plantas os mosquitos-do-fungo, pulgões, ácaros, cochonilhas e insetos de escama. Isto não significa que sejam exclusivos do outono: alguns podem surgir durante todo o ano, mas tornam-se particularmente incómodos quando passam dos vasos para o interior da habitação.
Pequenas moscas junto à terra das plantas podem dar uma pista importante
Se pequenas moscas escuras começarem a sair do vaso quando mexe na planta ou faz a rega, poderão ser os chamados fungus gnats, pequenos mosquitos associados ao substrato húmido. Estes insetos são frequentemente observados junto a plantas de interior, janelas e fontes de luz, enquanto as larvas se desenvolvem sobretudo em terra húmida rica em matéria orgânica.
Na maioria das situações, os adultos são sobretudo um incómodo e não um perigo sério para a planta. O problema está muitas vezes relacionado com excesso de humidade. A mesma fonte refere que regar demasiado e manter uma drenagem deficiente favorece estes insetos. Deixar a superfície do substrato secar tanto quanto a planta permitir entre regas e garantir que não fica água acumulada no prato pode ajudar a reduzir as condições de que necessitam.
Bolinhas brancas podem ser cochonilhas, mas há um pormenor a observar
Quando aquilo que parece uma pequena bolinha branca está preso ao caule, às nervuras ou à zona onde a folha se junta ao caule e apresenta um aspeto semelhante a algodão, poderá tratar-se de cochonilha-farinhenta. Estes insetos têm o corpo coberto por uma camada branca e cerosa e tendem a esconder-se precisamente nas zonas menos visíveis da planta. Podem ainda deixar uma substância brilhante e pegajosa nas folhas.
Uma infestação mais intensa pode provocar amarelecimento das folhas, enfraquecimento e murchidão. Quando existem apenas alguns exemplares, a mesma fonte aconselha a remoção física e a lavagem da planta. Mais importante ainda é separar o vaso afetado dos restantes, evitando que a praga passe facilmente de uma planta para outra.
Nem todos os pequenos pontos brancos no vaso são uma ameaça
Há outro organismo que pode chamar a atenção junto à terra, sobretudo depois da rega. Os colêmbolos são muito pequenos, geralmente brancos ou acinzentados, vivem em substratos húmidos e têm uma característica que ajuda a identificá-los: saltam quando são perturbados.
De acordo com a fonte, apesar do aspeto estranho, raramente, ou mesmo nunca, causam danos às plantas de interior, alimentando-se sobretudo de fungos e matéria em decomposição.
Neste caso, encontrar pequenos organismos no vaso não significa necessariamente que seja preciso recorrer imediatamente a um tratamento. Reduzir a humidade excessiva da superfície do substrato, sem deixar a planta murchar, é uma das medidas indicadas para diminuir a presença de colêmbolos.
Moscas brancas nas plantas escondem-se normalmente debaixo das folhas
Se, em vez de saírem da terra, pequenas moscas brancas levantarem voo quando toca nas folhas, o problema poderá ser mosca-branca. Os adultos são muito pequenos e costumam permanecer na parte inferior das folhas, levantando voo facilmente quando a planta é mexida ou regada.
Tanto os adultos como os estados imaturos alimentam-se da seiva. Quando existem em número elevado, podem contribuir para folhas amarelas, queda de folhagem e perda de vigor. Por isso, observar a parte inferior das folhas é tão importante como olhar apenas para a superfície que fica à vista.
Teias muito finas também devem ser verificadas
Outro sinal fácil de ignorar são pequenas teias entre folhas e caules. Alguns ácaros são tão pequenos que podem exigir ampliação para serem vistos, mas deixam pistas: folhas com pequenos pontos claros ou aspeto mosqueado, amarelecimento e, em infestações mais avançadas, teias muito finas. Ao contrário dos mosquitos associados à terra húmida, estes ácaros tendem a desenvolver-se melhor em ambientes quentes e secos.
Uma forma simples de os procurar consiste em observar cuidadosamente a parte inferior das folhas. A fonte sugere também colocar uma folha de papel branco por baixo e sacudir ligeiramente a folhagem: pequenos pontos que se movem sobre o papel podem ajudar a revelar aquilo que a olho nu passaria despercebido.
Antes de juntar os vasos às restantes plantas, vale a pena fazer esta verificação
A inspeção deve abranger não apenas as folhas, mas também caules, nervuras, rebordos do vaso, fendas, parte inferior do recipiente e prato. Folhas descoloridas, substâncias pegajosas, teias, ovos ou pequenos insetos que se movimentam durante a rega são sinais que justificam uma observação mais atenta. A University of Minnesota Extension recomenda ainda manter plantas recém-chegadas separadas das restantes durante uma a duas semanas, permitindo que eventuais problemas se tornem visíveis.
No outono, esta precaução ganha utilidade quando vasos que estiveram no exterior regressam ao interior. A mesma fonte aconselha precisamente a colocar essas plantas temporariamente afastadas das restantes, uma vez que várias destas pragas conseguem deslocar-se entre vasos próximos e se tornam mais difíceis de controlar depois de estabelecidas. Evitar regas excessivas, observar regularmente a planta e, em casos difíceis, ponderar a substituição do substrato e a utilização de um vaso limpo são algumas das medidas apontadas.
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