Ter um negócio próprio parecia fora de alcance para Mario Pérez. Entre a renda de casa e a de um estabelecimento, sobrava pouca margem para começar. A mudança para uma pequena aldeia permitiu-lhe fazer outras contas e concretizar um projeto que considerava praticamente impossível na cidade: abrir o seu próprio bar.
Mario Pérez deixou Valência em 2023 e instalou-se em Valdemoro-Sierra, na província espanhola de Cuenca, uma localidade com menos de 100 habitantes. Em julho de 2025, abriu o Bar Haro, segundo o jornal regional El Digital de Cuenca.
Negócio que parecia fora de alcance
Com experiência como empregado de mesa, Mario encontrou na aldeia condições para passar a trabalhar por conta própria. “Agora tenho o meu próprio estabelecimento, algo impensável na cidade”, afirma no testemunho.
Uma renda que seria dez vezes superior
Nas contas de Mario, arrendar um estabelecimento semelhante em Valência poderia custar dez vezes mais. Quanto à habitação, estima que uma casa equivalente teria uma renda cinco vezes superior.
São estimativas pessoais do empresário. Para o mesmo, porém, essa diferença nos encargos ajuda a explicar a decisão: “A vida é mais barata e dá-nos uma margem de melhoria a longo prazo muito maior”.
Propostas de trabalho chegaram cedo
“Desde que pus os pés na aldeia, ofereceram-me trabalho”, conta Mario. Na sua experiência, existem oportunidades que ficam por aproveitar por falta de pessoas dispostas a instalar-se na região e dar continuidade às atividades locais.
“Faltam jovens da minha idade que queiram vir ganhar a vida aqui”, acrescenta, citado pela mesma fonte. O seu relato descreve a realidade que encontrou em Valdemoro-Sierra, onde considera haver espaço para desenvolver um ofício ou um pequeno negócio.
Sucesso é conseguir ficar
A proximidade dos vizinhos também pesa na avaliação que faz da mudança. Mario conta que encontrou pessoas disponíveis para o ajudar e que procura corresponder quando são os outros a precisar, um aspeto igualmente destacado pelo jornal do mesmo país El Español.
O objetivo que apresenta para o futuro é continuar a viver ali e manter o seu bar. “Direi sempre que, para mim, o sucesso é não ter de sair da aldeia”, resume, associando o negócio à possibilidade de permanecer no lugar que escolheu.
Portugal também apoia a mudança para o interior
Em Portugal, uma mudança semelhante pode beneficiar da medida Emprego Interior MAIS, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). O apoio abrange situações de mudança de residência associadas ao trabalho, incluindo a criação do próprio emprego ou empresa, mediante o cumprimento das condições.
Segundo o IEFP, em 2026, o apoio base é de 3.759,91 euros para contratos sem termo ou criação do próprio emprego ou empresa.
Nos contratos a termo com duração igual ou superior a 12 meses, o valor base é de 2.685,65 euros.
Família pode aumentar o apoio
Ao valor base pode acrescer uma majoração de 20% por cada pessoa do agregado familiar que acompanhe a mudança, além de 805,70 euros para transporte de bens. A atribuição depende da situação profissional e dos territórios abrangidos.
Para quem inicia uma atividade no interior, a mudança de residência deve ser permanente durante pelo menos 12 meses e ocorrer nos 180 dias anteriores ou posteriores ao início do trabalho ou à criação do negócio.
As candidaturas são apresentadas no portal iefponline, onde estão disponíveis as restantes condições e os prazos aplicáveis.
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