Num “dia histórico para os/as quarteirenses”, arrancou esta sexta-feira a obra do novo Mercado Municipal de Quarteira, avaliada em 20,5 milhões de euros e integralmente financiada com verbas públicas. Trata-se do maior investimento alguma vez realizado pelo Município de Loulé.
A cidade já é reconhecida pelo seu icónico mercado de arquitetura neoárabe, em Loulé, que atrai milhares de visitantes todos os anos. Agora, o objetivo é que Quarteira tenha também um espaço de referência, com uma arquitetura contemporânea marcante.

“Vai ser uma peça arquitetónica muito bonita, que vos vai encher o coração de alegria!”, afirmou o presidente da Câmara, Vítor Aleixo, na cerimónia de assinatura do auto de consignação da obra.
O autarca destacou ainda que o espaço contará com condições modernas de higiene, acessibilidade e áreas para a criatividade juvenil, além da presença habitual de vendedores e pescadores locais.
Com uma área de 16 mil m², o edifício terá dois pisos subterrâneos e dois acima do solo, estacionamento para 269 veículos, 48 bancas de frescos, zona de restauração com dez módulos, 14 lojas e quiosques, espaço para eventos, escritórios, área de coworking e zonas de estadia.
Projeto pensado para o futuro
Segundo José Joaquim Silva, da empresa Ferreira – Construção S.A., as “soluções construtivas são bastante arrojadas”, devido à proximidade do mar e à necessidade de adaptar o projeto às alterações climáticas previstas para o próximo século. Foram introduzidas comportas, elevada a cota do piso térreo e reorganizados os lugares de estacionamento, medidas que aumentaram a complexidade e os custos da obra.
O arquiteto Pedro Campos Costa sublinhou que o projeto vai “criar um grande espaço público”, funcionando como ponto de encontro e ligação entre Quarteira e Vilamoura.
Prevista para 1.275 dias (cerca de três anos e meio), a construção começará pela demolição de casas em ruínas, seguindo-se a edificação do novo mercado e, por fim, a requalificação do Largo das Cortes Reais. Durante este período, o autarca alertou para eventuais incómodos, mas garantiu que “no final valerá a pena”.
Telmo Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, lembrou que a obra foi durante anos “um mito urbano”, mas agora será uma realidade.
“Quarteira é uma referência no pescado, mas as condições atuais não dignificam nem mostram realmente o que representamos para a comunidade e para o país”, afirmou, defendendo que a qualidade dos projetos públicos deve distinguir a cidade.
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