Os Delfins regressam ao Algarve no próximo dia 30 de maio para um concerto integrado no “Petiscos do Pescador”, evento que decorre entre 29 e 31 de maio, no Jardim Filipe Jonas, em Quarteira.
A iniciativa, organizada pela Quarpesca – Associação de Armadores e Pescadores de Quarteira, presta homenagem à comunidade piscatória local e junta gastronomia, música e tradição.

Além dos concertos, o evento é conhecido pelos petiscos de peixe e marisco preparados por pescadores e famílias da comunidade, bem como pela tradicional “lavada”, recriando a antiga arte de puxar a rede para terra.
Miguel Ângelo recorda regresso inesperado aos palcos
Em entrevista ao Postal do Algarve, Miguel Ângelo, fundador dos Delfins, recordou o percurso da banda, desde a fundação em 1984 até à pausa em 2009, bem como o regresso aos palcos em 2019, inicialmente pensado apenas para um concerto especial na Baía de Cascais acompanhado por uma orquestra sinfónica. “Não contávamos continuar a tocar por todo o país”, referiu.

A banda encontra-se atualmente na digressão “Mais Amor”, revisitando alguns dos maiores êxitos das décadas de 80 e 90. Miguel Ângelo explicou ao POSTAL que o grupo continua a sentir uma forte ligação do público às canções da banda. “As pessoas continuam a querer ouvir e a cantar as nossas canções”, afirmou.
Banda destaca ligação entre música ao vivo e novas gerações
O músico destacou ainda a forma como os Delfins continuam a conquistar novas gerações, numa altura em que considera existir novamente interesse pelo conceito de banda ao vivo. “Os Delfins são uma banda old school, com seis músicos em palco a tocar os seus instrumentos”, sublinhou. “Acho que a nova geração tem curiosidade de sentir essa energia humana em palco”, acrescentou.
Durante a entrevista, Miguel Ângelo destacou também o impacto que algumas músicas dos Delfins tiveram ao longo dos anos, defendendo que a longevidade da banda está ligada à mensagem transmitida pelas letras. “As canções continuaram vivas”, disse ao POSTAL, acrescentando que “muitas das letras continuam atuais”.
Entre os momentos mais marcantes da história da banda, o músico recordou o envolvimento dos Delfins na causa da independência de Timor-Leste, através da música “Soltem os Prisioneiros”, lançada numa altura em que vários artistas portugueses se mobilizaram em apoio do povo timorense.
Música portuguesa acompanhou a modernização do país
Ao longo da conversa, Miguel Ângelo refletiu também sobre a transformação de Portugal nas décadas de 80 e 90, considerando que a música portuguesa acompanhou a modernização do país. “Vivíamos num país muito atrasado”, recordou ao POSTAL. “A música portuguesa acompanhou essa mudança e marcou uma geração”.

O vocalista destacou ainda a importância de apoiar os novos artistas portugueses e considerou que, apesar das mudanças trazidas pelo streaming e pelas plataformas digitais, a música ao vivo continua a ocupar um lugar especial junto do público.
“A música tocada por pessoas continua a ser uma experiência insubstituível”, concluiu ao Postal do Algarve.
EJ/CM
Leia também: Tartaruga Molly chega ao Zoomarine para processo de recuperação















