A Queda do Vigário, um dos locais naturais mais visitados do Algarve durante o verão, está encerrada ao público esta quinta-feira, 23 de julho, devido a trabalhos de limpeza. A medida foi anunciada pela Junta de Freguesia de Alte, que explicou que o acesso ao espaço ficará interdito ao longo do dia por motivos de segurança.
O aviso foi divulgado na manhã desta quinta-feira pela Junta de Freguesia de Alte através das redes sociais, onde a autarquia apelou à compreensão dos visitantes pelos constrangimentos temporários.
Encerramento dura todo o dia
Na publicação, a junta informou de forma direta que “o Vigário está fechado por razões de limpeza”, esclarecendo que a decisão visa permitir a realização dos trabalhos em segurança. Enquanto decorrerem as intervenções, não será possível entrar na zona da cascata, uma medida adotada para proteger tanto os trabalhadores como os visitantes que diariamente procuram aquele espaço natural.
A Queda do Vigário, também conhecida como Cascata de Alte, tornou-se um dos pontos de maior atração do interior algarvio, sobretudo durante os meses mais quentes do ano. Com uma queda de água de cerca de 24 metros de altura, o local é procurado por quem pretende fugir às praias e desfrutar de um ambiente marcado pela natureza, pela água doce e pela paisagem envolvente.
Água nasce num importante aquífero
A cascata é alimentada pelas nascentes de Alte, cujas águas subterrâneas pertencem ao sistema aquífero Querença-Silves, considerado o maior reservatório subterrâneo de água doce do Algarve. Segundo a mesma fonte, a água emerge naturalmente à superfície antes de alimentar a ribeira de Alte, criando um cenário que combina interesse paisagístico com relevância geológica e ambiental.
O percurso da água está ligado às características das formações calcárias existentes naquela zona do Algarve. Ao atravessar fraturas e cavidades nas rochas, acaba por emergir quando encontra materiais menos permeáveis. Esse fenómeno está relacionado com antigas transformações geológicas ocorridas durante o processo de separação dos continentes, que moldaram parte da estrutura geológica atualmente visível na região.
Formação de tufos calcários
Quando a água, rica em carbonatos, entra em contacto com o ar, ocorre a deposição de carbonato de cálcio, originando os chamados tufos calcários que caracterizam parte das margens e do leito da ribeira.
Nesses depósitos naturais permanecem preservados vestígios de diversas plantas, incluindo musgos, gramíneas, folhas de oliveira e de carvalho, testemunhando a evolução ambiental daquele ecossistema ao longo do tempo.
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