Quando se fala em prazo de validade, é natural pensar primeiro nos alimentos que estão no frigorífico ou na despensa. No entanto, há produtos usados diariamente em casa que também não duram para sempre.
Alguns não têm propriamente uma data de validade impressa como acontece com os alimentos, mas possuem uma vida útil recomendada. Com o passar do tempo, podem perder eficácia ou deixar de desempenhar corretamente a função para a qual foram concebidos.
A revista norte-americana Better Homes & Gardens reuniu vários exemplos. Entre eles estão quatro coisas bastante comuns que muitas pessoas mantêm em casa durante anos.
A lixívia começa a perder eficácia
A lixívia é um dos casos mais surpreendentes. Depois de aberta, pode começar gradualmente a perder eficácia e a publicação aponta para cerca de seis meses como referência para uma embalagem aberta.
Mesmo quando permanece fechada, não mantém necessariamente as mesmas propriedades indefinidamente. A recomendação passa também por guardar a embalagem bem fechada e protegida do calor e da luz solar direta.
A almofada também não dura para sempre
Dormir há dez anos na mesma almofada pode não ser uma boa ideia. Embora a duração dependa do material, da utilização e das indicações do fabricante, é frequente encontrar recomendações para a substituição ao fim de um a dois anos.
Há formas de prolongar o seu bom estado. Usar uma fronha, afofar e rodar regularmente a almofada e cumprir as instruções de lavagem indicadas na etiqueta ajudam a conservá-la.
Atenção aos extintores
Um extintor pode ficar tanto tempo parado no mesmo local que é fácil esquecer que também necessita de inspeções e manutenção.
A duração varia de acordo com o equipamento. A Better Homes & Gardens refere que alguns extintores descartáveis podem ter uma vida útil que chega aos 12 anos, enquanto os modelos recarregáveis necessitam de manutenção periódica.
Mais importante do que assumir um prazo universal é, por isso, consultar as indicações do fabricante e verificar regularmente o estado do equipamento.
Detetores devem ser substituídos
Os detetores de fumo e de monóxido de carbono também não devem permanecer indefinidamente instalados apenas porque continuam a emitir um sinal quando se carrega no botão de teste.
Dependendo do modelo e do fabricante, estes aparelhos têm uma vida útil limitada, sendo habitual encontrar períodos de substituição na ordem dos sete a dez anos.
Trocar as pilhas continua a ser essencial, mas não resolve o envelhecimento dos próprios sensores. A data de fabrico e as instruções presentes no aparelho ou no manual permitem perceber quando deverá ser substituído.
Assim, da próxima vez que verificar os prazos dos produtos da cozinha, pode valer a pena olhar também para aquilo que está espalhado pelo resto da casa. Lixívia, almofadas, extintores e detetores são quatro exemplos de coisas cuja eficácia ou vida útil não é ilimitada.
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