Uma visitante da ilha da Armona, perto de Olhão, partilhou nas redes sociais a surpresa com a proximidade entre a água e algumas das casas existentes na povoação, sobretudo quando a maré sobe. “Estou a pensar que a Armona é tão maravilhosa que até as casas vão a banhos”, escreveu numa publicação no Facebook.
A expressão refere-se a uma das características de uma ilha integrada no Parque Natural da Ria Formosa, próxima de Olhão, onde parte das habitações se concentra junto à zona do cais. De acordo com o portal Algarve Portugal Tourism, a Armona corresponde ao lado poente da ilha, enquanto a extremidade nascente é conhecida como ilha da Fuseta.
Ilha estende-se por cerca de nove quilómetros
A Armona tem aproximadamente nove quilómetros de comprimento e cerca de um quilómetro de largura. A pequena povoação conta com pouco mais de 800 habitações e nasceu associada a uma comunidade piscatória, embora atualmente parte dos residentes esteja ligada às atividades relacionadas com o turismo.
A ocupação permanente da ilha é relativamente recente. Segundo a mesma fonte, começou apenas no século XX, sendo muitas das casas atuais construções da década de 1970. Uma parte significativa é hoje utilizada como residência de férias, enquanto outros imóveis deram lugar a cafés e restaurantes.
Casas concentram-se perto do cais
É precisamente junto ao cais onde chegam os barcos provenientes de Olhão que se encontra a maior concentração de edifícios. A restante ilha apresenta uma ocupação bastante mais reduzida, com extensas áreas de dunas e praia, o que ajuda a criar um contraste entre a pequena zona habitada e o espaço natural envolvente.
A observação deixada no Facebook ‘brinca’ com essa relação próxima com a água: “Até as casas vão a banhos”. O comentário destaca uma imagem que pode surpreender quem visita a Armona pela primeira vez, onde a Ria Formosa faz parte do quotidiano da povoação e a variação das marés altera ao longo do dia o cenário junto à margem.
Praia principal fica do outro lado da povoação
Apesar de existir uma pequena zona balnear junto ao cais, caracterizada por águas geralmente mais tranquilas, a principal praia da Armona encontra-se na face voltada para o oceano. Para lá chegar é necessário atravessar a povoação a pé e seguir por um passadiço com cerca de 1,5 quilómetros, construído sobre a área dunar.
Ao longo deste percurso existem minimercados e outros estabelecimentos, enquanto junto à praia funcionam também espaços de restauração. O areal prolonga-se por vários quilómetros e apresenta areia fina, estando a zona balnear distinguida com Bandeira Azul.
Há zonas quase desertas mesmo no verão
A maioria dos visitantes permanece na zona poente da praia, onde existem serviços como vigilância por nadadores-salvadores, aluguer de chapéus de sol e espreguiçadeiras e equipamentos para algumas atividades aquáticas. Contudo, quem caminhar para nascente encontra progressivamente troços com menor ocupação.
O Algarve Portugal Tourism refere que determinadas áreas permanecem pouco frequentadas mesmo nos meses de verão. A praia é ainda recomendada pela Federação Portuguesa de Naturismo, embora não tenha oficialmente essa classificação em toda a sua extensão.
Viagem a partir de Olhão demora cerca de 15 minutos
A ligação à Armona é feita a partir do cais de Olhão, situado na Avenida 5 de Outubro, nas proximidades dos mercados municipais. Durante o verão, os barcos circulam com maior frequência, enquanto fora da época alta os horários são mais espaçados.
A travessia dura cerca de 15 minutos e permite atravessar parte da Ria Formosa antes da chegada à pequena povoação. É nesse cenário, entre casas, canais, marés e zonas de praia, que surgiu a frase partilhada pela visitante: “A Armona é tão maravilhosa que até as casas vão a banhos”.















