Viajar com companhias de baixo custo, como a Ryanair, exige atenção redobrada à bagagem, não apenas por causa das medidas e do peso, mas também devido a regras específicas sobre objetos com baterias, cada vez mais comuns entre passageiros que levam dispositivos eletrónicos nas férias.
A Ryanair, uma das companhias com maior presença nos aeroportos portugueses, não aceita no porão malas inteligentes com baterias de lítio não removíveis.
Esta regra aplica-se também a quem parte de Portugal, seja de Lisboa, Porto, Faro, Madeira ou Ponta Delgada, e pode apanhar de surpresa passageiros que se concentram apenas nas dimensões da mala.
Problema está na bateria da mala
As chamadas malas inteligentes são bagagens equipadas com bateria integrada, porta USB, sistema de localização, fecho eletrónico ou outras funções tecnológicas. O problema, para as companhias aéreas, está sobretudo nas baterias de lítio, que têm regras próprias por motivos de segurança.
Segundo o centro de ajuda da Ryanair, estas malas só podem ser transportadas no porão se a bateria de lítio for removida antes da entrega no balcão de bagagem ou na porta de embarque. A bateria retirada tem de viajar com o passageiro na cabina e não pode ser colocada no porão em nenhuma circunstância.
Quando a bateria não sai, a mala não entra no porão
A regra mais importante é simples: se a mala inteligente tiver uma bateria que não pode ser removida, não é permitida como bagagem de porão. Isto significa que uma mala pode cumprir as medidas e o peso contratados e, ainda assim, ser recusada para transporte no compartimento de carga.
A Ryanair indica ainda que a bateria removida deve ter no máximo 100 Wh, deve estar protegida contra danos e tem de ser transportada na pequena bagagem de cabina colocada debaixo do banco da frente ou junto do passageiro. A companhia também especifica que a bateria retirada não deve ser colocada nos compartimentos superiores da cabina.
Também há limites para levar a mala na cabina
Mesmo quando a mala inteligente segue na cabina, há regras a cumprir, refere o mesmo centro de ajuda da companhia irlandesa. Se a bateria for removível, deve ser retirada e transportada junto do passageiro, respeitando o limite de 100 Wh. Se a bateria não for removível, a Ryanair só permite a mala a bordo quando a bateria não ultrapassa 2,7 Wh.
Na prática, antes de sair de casa, o passageiro deve confirmar duas coisas: se a bateria da mala pode ser retirada e qual é a sua capacidade. Esta informação costuma estar indicada na própria bateria, no manual do fabricante ou na ficha técnica do produto.
O que muda para quem viaja a partir de Portugal
A regra é particularmente relevante em Portugal porque a Ryanair tem uma operação forte no país. Para o verão de 2026, a companhia anunciou 160 rotas em Portugal, incluindo novas ligações a partir de Faro e do Porto, além de reforços em rotas regionais.
Isto significa que muitos passageiros portugueses usam a Ryanair tanto para escapadinhas de fim de semana como para férias mais longas. Em viagens para destinos europeus, onde é comum tentar poupar levando apenas uma mala pequena ou uma bagagem de porão bem medida, uma mala inteligente com bateria não removível pode tornar-se um problema inesperado no aeroporto.
Mala pequena gratuita continua incluída
Atualmente, todas as tarifas da Ryanair incluem uma pequena bagagem pessoal com medidas máximas de 40 x 30 x 20 centímetros, que deve caber debaixo do banco da frente. Quem quiser levar mais bagagem pode acrescentar embarque prioritário com uma segunda mala de cabina de 10 quilos ou escolher malas de porão de 10, 20 ou 23 quilos, consoante a opção disponível.
Apesar disso, a existência de uma mala contratada não resolve o problema das baterias. Se a bagagem for inteligente e a bateria não puder ser retirada, a restrição continua a aplicar-se ao porão.
O conselho antes de ir para o aeroporto
Quem viaja em Portugal com a Ryanair deve verificar a bagagem antes da deslocação para o aeroporto, sobretudo se usa uma mala com carregador integrado, porta USB ou bateria interna. O essencial é confirmar se a bateria é removível, se respeita o limite de 100 Wh e se pode ser transportada na pequena bagagem de cabina.
A regra pode parecer técnica, mas evita complicações no balcão de entrega de bagagem. Numa altura em que a Ryanair continua a reforçar a sua presença em Portugal, conhecer estes detalhes pode fazer a diferença entre embarcar sem problemas ou ter de deixar a mala para trás.
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