O estado do tempo em Portugal continental vai sofrer uma alteração significativa a partir do final da semana, com a aproximação e instalação de uma depressão fria a oeste da Península Ibérica. Este sistema irá introduzir um período prolongado de instabilidade, em contraste com o início de maio relativamente estável, trazendo chuva, aumento da nebulosidade e vento por vezes forte, com efeitos que poderão prolongar-se até ao início da próxima semana.
Nos primeiros dias, de acordo com a Meteored, entre segunda e terça-feira, o tempo manter-se-á globalmente tranquilo. Apesar de alguma nebulosidade e da possibilidade de aguaceiros fracos e dispersos, sobretudo no Norte e no Centro, não se esperam fenómenos relevantes.
A meio da semana, quarta-feira surge como o dia mais estável deste período, com céu geralmente limpo e ausência de precipitação significativa em grande parte do país.
Uma depressão fria aproxima-se pelo Atlântico
O cenário começa a mudar a partir de quinta-feira. Em altitude, uma massa de ar frio separa-se do jato polar e origina uma depressão fria, distinta das depressões atlânticas clássicas que normalmente afetam o território nesta fase do ano. Este tipo de sistema tende a gerar instabilidade de forma mais irregular, mas persistente, à medida que se desloca lentamente.
Nesse dia, a nebulosidade irá aumentar gradualmente no continente, com a chuva fraca a surgir primeiro no Norte e no Centro, sobretudo a partir do final da manhã.
Ainda assim, os acumulados previstos para quinta e sexta-feira serão modestos na generalidade do território, variando entre 1 e 5 milímetros, com valores ligeiramente superiores no litoral Oeste e no Minho.
Açores serão a primeira região portuguesa afetada
Antes de influenciar o continente, a depressão irá fazer-se sentir nos Açores. De acordo com a Meteored, site especializado em meteorologia e previsão do tempo, o arquipélago deverá ser a primeira região portuguesa a registar os efeitos deste sistema a partir de quinta-feira.
Embora o centro da depressão não atravesse diretamente as ilhas, a sua extensa área de influência será suficiente para provocar aguaceiros intermitentes, sobretudo nos grupos Central e Oriental, bem como vento forte.
Estão previstas rajadas que poderão atingir valores elevados em várias ilhas, resultado da passagem das zonas mais ativas do sistema pelo Atlântico. Este agravamento será mais notório ao longo de quinta-feira, antes de a instabilidade avançar para leste.
Sábado poderá ser o dia mais crítico do episódio
No continente, a partir de sexta-feira à tarde e, sobretudo, no sábado, a instabilidade deverá intensificar-se. As frentes associadas à depressão fria tendem a organizar-se melhor, tornando a precipitação mais frequente e generalizada. O sábado poderá, assim, ser o dia mais chuvoso deste episódio, com acumulados entre 5 e 20 milímetros em muitas regiões e valores localmente superiores no Norte e no Centro.
A sul do Tejo, embora a distribuição da chuva seja mais irregular, espera-se também precipitação significativa, afetando distritos do Alentejo e do Algarve. Em paralelo, o vento irá ganhar força, com rajadas mais intensas durante a tarde de sábado, em especial nas regiões do Sul, onde o fluxo de oeste e sudoeste poderá tornar-se mais persistente.
Instabilidade pode prolongar-se até ao início da próxima semana
A partir de domingo, os modelos de previsão apresentam maior dispersão nos cenários, típica de situações de médio prazo na primavera.
Ainda assim, os sinais atuais apontam para a continuidade de condições instáveis, com novos períodos de chuva ou aguaceiros tanto no domingo como na segunda-feira.
Segundo a mesma fonte, este padrão enquadra-se numa semana marcada por valores de precipitação acima do normal para a época, de norte a sul do país, refletindo a variabilidade própria desta altura do ano.
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