Todos os anos, com a chegada da primavera, as andorinhas voltam a Portugal para nidificar, muitas vezes em varandas, beirais ou telhados de casas. Destruir ninhos de andorinha em território nacional pode sair caro: a legislação portuguesa proíbe esta prática e prevê coimas que podem ultrapassar os 3.000 euros, segundo a revista Agricultura e Mar.
Em Portugal, qualquer intervenção nos ninhos apenas pode ser realizada fora da época de reprodução, que ocorre entre fevereiro e junho, e mediante autorização prévia ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Quem desrespeitar estas regras incorre numa contraordenação ambiental. De acordo com o Decreto-Lei n.º 49/2005, as coimas situam-se entre 250 e 3.740 euros no caso de pessoas singulares, e entre 3.990 e 44.890 euros quando se trata de uma entidade coletiva.
As andorinhas
Apesar de por vezes provocarem alguma sujidade, estas aves têm um papel essencial no controlo de insetos voadores, como moscas e mosquitos, segundo a mesma fonte. A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) sublinha que uma única cria de andorinha pode ingerir cerca de 1.500 insetos por dia. Ao longo de 20 dias, uma família destas aves consegue eliminar mais de 200 mil insetos.
Estas aves migratórias passam o inverno em África e regressam a Portugal na primavera para se reproduzirem. Durante a fase de nidificação, um mesmo casal pode fazer duas ou mais ninhadas nesse intervalo.
Onde fazem os ninhos e o que pode ser feito
Os ninhos, construídos com lama, vegetação e saliva, aparecem frequentemente em estruturas humanas como beirais de casas, pontes, túneis ou açudes. Muitas vezes, são visíveis colónias completas, já que as andorinhas preferem nidificar em grupo, conforme refere a revista Agricultura e Mar.
Se a principal preocupação for a sujidade por baixo dos ninhos, a SPEA aconselha instalar uma pequena caleira ou proteção sob a estrutura, de forma a recolher os dejetos sem interferir com a nidificação.
Caso presencie uma situação de destruição ilegal de ninhos ou tenha dúvidas sobre o que pode ou não fazer, deve contactar de imediato a linha SOS Ambiente (808 200 520), disponível para denúncias ou esclarecimentos.
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