Nem todos os utilizadores da Via Verde estão a escolher o plano mais adequado ao seu padrão de utilização, o que pode traduzir-se em custos desnecessários ao fim do mês. Para quem usa portagens apenas de forma ocasional, existem alternativas que permitem pagar menos, mas que continuam a passar despercebidas a muitos condutores. A diferença está sobretudo na escolha do plano. Em vez da adesão aos modelos com mensalidade fixa, há opções que só cobram nos meses em que o serviço é efetivamente utilizado.
De acordo com o portal de notícias Ekonomista, o plano Via Verde Mobilidade Leve foi criado precisamente para utilizadores com menor frequência de utilização. Este modelo permite pagar apenas nos meses em que há utilização real. “Só paga nos meses em que usa”, explica a Via Verde, sublinhando que esta opção pode ser mais ajustada a quem evita portagens ou conduz esporadicamente.
Mensalidades podem ser evitadas
Nos planos tradicionais, como o Via Verde Autoestrada ou o Via Verde Mobilidade, existe uma mensalidade fixa, independentemente do nível de utilização. Isso significa que mesmo sem passar em portagens, o custo mantém-se. Segundo a mesma fonte, esta diferença pode tornar-se relevante ao longo do ano, sobretudo para quem tem um padrão de mobilidade irregular.
Os valores atualizados em 2026 mostram variações claras. O plano Via Verde Autoestrada com extrato eletrónico custa 0,54 euros por mês, enquanto o Via Verde Mobilidade pode chegar a 1,49 euros mensais na mesma modalidade. Já o Via Verde Mobilidade Leve apresenta um custo de 1,99 euros mensais com extrato eletrónico, mas apenas nos meses em que há utilização.
Plataforma reúne vários serviços
De salientar que a aplicação da Via Verde evoluiu para além das portagens. Atualmente permite gerir estacionamento, carregamento elétrico, transportes públicos e até serviços de mobilidade partilhada. De acordo com o Ekonomista, a plataforma funciona como um agregador de mobilidade, centralizando diferentes serviços num único sistema acessível através do telemóvel.
A app permite consultar todos os movimentos em tempo real, incluindo valores, datas e localizações. Os utilizadores podem ainda exportar dados e filtrar informação por períodos. “Consulta em tempo real de onde estacionou, quanto tempo passou, quanto vai pagar”, refere a mesma fonte, destacando o nível de detalhe disponível.
Estacionamento e carregamento integrados
Uma das funcionalidades mais utilizadas é o pagamento de estacionamento, disponível em mais de 60 municípios. O sistema permite iniciar e terminar sessões remotamente. No caso dos veículos elétricos, a aplicação dá acesso a mais de 9.000 pontos de carregamento da rede Mobi.E, acrescenta a publicação. Desde 2025, a app passou a incluir funcionalidades preditivas. O sistema analisa padrões e indica a probabilidade de encontrar estacionamento numa determinada zona. Segundo a mesma fonte, esta funcionalidade permite aos utilizadores ajustar decisões antes de chegar ao destino.
Apesar das vantagens, há limitações associadas ao uso da aplicação. A dependência de ligação à internet é uma das principais. Sem conectividade não é possível ativar estacionamento ou desbloquear carregadores, explica o portal, referindo também que o serviço não cobre todo o território nacional. O processo de adesão pode ser feito diretamente através da aplicação. Quem já tem identificador físico apenas precisa de associar os dados. Para novos utilizadores, o registo inclui dados pessoais e da viatura, sendo possível começar a usar algumas funcionalidades antes de receber o dispositivo.
Escolha depende do perfil de utilização
A decisão sobre o plano mais adequado deve ter em conta a frequência de utilização. Para quem usa regularmente autoestradas e serviços associados, os planos completos podem justificar-se. No entanto, “para quem usa pouco o carro ou circula em zonas sem portagens pode não justificar a mensalidade”, refere a mesma publicação.
Ao optar por um plano com mensalidade fixa sem necessidade, os utilizadores acabam por pagar mais ao longo do tempo. A alternativa de pagamento apenas por utilização surge como solução intermédia. A mesma fonte conclui que a escolha informada do plano pode representar uma poupança relevante, especialmente em perfis de utilização menos intensivos.
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