A sardinha, um dos peixes mais consumidos em Portugal, registou uma subida acentuada de preço no início da safra deste ano, a 4 de maio, apesar de continuar abundante no mar. O aumento, verificado logo no primeiro dia de pesca, pode ter impacto direto no consumo, numa altura em que este alimento é tradicionalmente mais procurado. O valor por quilo atingiu os 1,85 euros em lota, contrastando com o preço de um euro registado no arranque da safra do ano anterior, o que representa um aumento de cerca de 85%.
De acordo com o Diário As Beiras, há atualmente grandes quantidades de sardinha ao largo da costa portuguesa, mas a localização dos cardumes condicionou a atividade no primeiro dia. Segundo a mesma fonte, o peixe encontrava-se demasiado próximo da costa, numa zona onde as embarcações de pesca do cerco não podem operar, o que limitou a captura.
Primeiro dia teve impacto reduzido
A limitação geográfica fez com que a faina tivesse um carácter mais simbólico do que produtivo, sem reflexo significativo na oferta imediata. “O preço valorizou cerca de 30%”, afirmou o presidente da Cooperativa de Produtores de Peixe do Centro Litoral, citado pela mesma publicação, referindo-se aos contratos já estabelecidos.
A sardinha é um dos símbolos da gastronomia portuguesa, especialmente durante as festas populares, onde o consumo atinge níveis elevados. Forma grandes cardumes ao longo da costa e mantém-se como presença habitual em várias regiões do país, associada a momentos específicos do calendário. Para além do consumo tradicional, a sardinha destaca-se pelas suas características nutricionais. Trata-se de um peixe rico em nutrientes essenciais ao organismo. De acordo com o site do Hospital Lusíadas, fornece proteínas de elevado valor biológico, bem como minerais como ferro, fósforo e magnésio.
Fonte de vitaminas e ácidos gordos
A sardinha contém ainda várias vitaminas, incluindo A, B, D, E e K, além de ser uma fonte natural de ómega 3, um ácido gordo essencial. Segundo a mesma fonte, este composto não é produzido pelo organismo humano, sendo necessário obtê-lo através da alimentação. O consumo regular de sardinha está associado a vários benefícios para a saúde, nomeadamente ao nível cardiovascular. Explica o portal que o ómega 3 contribui para a redução do colesterol LDL e dos triglicerídeos, ao mesmo tempo que favorece o aumento do colesterol HDL.
Entre os efeitos identificados estão também a diminuição da pressão arterial em casos de hipertensão leve e a melhoria da fluidez do sangue. Estes fatores podem contribuir para um melhor funcionamento do sistema circulatório. A inclusão de sardinha na dieta é especialmente relevante em determinadas fases da vida, como a menopausa, devido ao seu teor em cálcio e vitamina D. Note que estes nutrientes ajudam a preservar a densidade óssea e a prevenir a osteoporose.
Formas de consumo influenciam benefícios
A forma de preparação do peixe pode alterar as suas propriedades nutricionais. Algumas opções são mais recomendadas do que outras. Fritar a sardinha pode comprometer os seus benefícios, sendo preferível optar por grelhados ou conservas com menor teor de sal. Na altura da compra, existem sinais que permitem avaliar a qualidade da sardinha, garantindo um consumo mais seguro. A pele deve apresentar brilho, os olhos devem ser salientes e as guelras devem ter coloração rosada.
Apesar da abundância no mar, o aumento do preço pode condicionar o acesso a este peixe, sobretudo em períodos de maior procura. O Diário As Beiras refere que o arranque da safra já reflete essa tendência, que poderá influenciar o consumo nos próximos meses.
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