As praias de águas transparentes continuam a ser um dos grandes motivos para viajar no verão, sobretudo quando combinam paisagens naturais pouco alteradas, acesso mais reservado e um cenário capaz de rivalizar com destinos tropicais bem mais distantes. Neste contexto, a praia de Fteri, na ilha grega da Cefalónia, acaba de ganhar novo destaque internacional depois de surgir em segundo lugar na lista mundial de 2026 do The World’s 50 Best Beaches. Na classificação europeia do mesmo ranking, ficou em primeiro lugar, à frente de praias em Espanha, Itália, Turquia, França e Portugal.
A notícia ganhou força na imprensa britânica, nomeadamente no jornal The Mirror, uma vez que a Grécia continua a ser um destino muito procurado pelos turistas do Reino Unido e porque a Cefalónia pode ser alcançada em voos diretos sazonais a partir de vários aeroportos britânicos.
Ainda assim, para os portugueses, a forma mais realista de chegar a Fteri não deve ser apresentada como uma escapadinha direta e barata, mas sim como uma viagem com ligação aérea até à Grécia e deslocação posterior até à ilha.
A partir de Portugal, a opção mais segura passa por voar para Atenas e fazer depois ligação para a Cefalónia. A Aegean apresenta ligações de Lisboa para Atenas e também voos entre Atenas e o aeroporto de Kefalonia, enquanto a TAP também comercializa voos entre Lisboa e Atenas. Os valores devem ser sempre confirmados no momento da reserva, já que as tarifas divulgadas pelas companhias são dinâmicas e podem mudar em poucas horas.
Fteri ficou em segundo lugar no mundo
No ranking global de 2026, a praia de Entalula, nas Filipinas, ficou em primeiro lugar, enquanto Fteri Beach, na Grécia, ocupou a segunda posição. A lista resulta da seleção feita por juízes, “Beach Ambassadors” e pela equipa do The World’s 50 Best Beaches, depois de visitas e avaliações a praias em várias partes do mundo.
A própria organização descreve Fteri como uma praia isolada e majestosa, encaixada numa enseada da Cefalónia, rodeada por falésias brancas e acessível sobretudo de barco ou através de um trilho íngreme. Essa localização mais reservada é apontada como uma das razões que ajudam a preservar o ambiente calmo e pouco massificado do local.
Água azul-turquesa, seixos brancos e falésias altas
Já imagem de Fteri explica facilmente a atenção que tem recebido. A praia combina seixos claros, pequenas zonas de areia e águas transparentes do mar Jónico, criando um contraste muito forte com as falésias brancas que a envolvem. É esse enquadramento que leva muitas descrições internacionais a compará-la a cenários tropicais, embora esteja em plena Europa.
A Cefalónia, onde se encontra Fteri, é a maior das ilhas Jónicas e é descrita pelo portal oficial Visit Greece como uma ilha verde, marcada por praias de águas cristalinas em tons azul-esverdeados. A mesma fonte destaca a combinação entre montanha, mar, tradição e paisagens naturais como uma das principais características da ilha.
Praia de mais difícil acesso
Uma das razões que ajudam a manter Fteri longe do turismo de massas é o acesso. Não se trata de uma praia urbana, com estrada até à entrada, bares, espreguiçadeiras e serviços constantes. A visita exige planeamento, seja através de barco a partir da zona de Zola, seja por um percurso pedestre exigente.
O próprio portal turístico da Cefalónia refere Fteri como uma praia que só pode ser alcançada por táxi marítimo a partir da aldeia de Zola ou a pé. A mesma fonte sublinha que o cenário preservado compensa o esforço da caminhada, sobretudo para quem procura uma experiência mais natural.
O que os portugueses devem saber antes de ir
Para quem parte de Portugal, Fteri deve ser encarada como uma viagem de descoberta e não como uma praia de acesso imediato. Depois do voo até à Grécia e da ligação para a Cefalónia, ainda é necessário organizar a deslocação até à zona de Zola e, a partir daí, escolher entre barco ou trilho.
Também convém levar água, proteção solar, calçado adequado e tudo o que possa ser necessário durante a permanência na praia, precisamente porque Fteri é conhecida por não ter a estrutura típica das zonas balneares mais urbanizadas. Esta ausência de serviços é parte do seu encanto, mas também obriga a maior preparação.
Leia também: Ilha portuguesa no coração do Atlântico é a mais isolada da Europa, não tem semáforos e tem mais vacas que habitantes















