A Inspeção Periódica Obrigatória é um momento inevitável para todos os condutores e proprietários de automóveis. Garantir que o veículo está em boas condições antes dessa data pode evitar complicações, poupar dinheiro e contribuir para uma maior segurança na estrada. Com alguns cuidados simples, é possível preparar o carro de forma eficaz e evitar surpresas no centro de inspeção.
Muitas das verificações podem ser feitas em casa, com atenção e algum tempo. Outras, mais técnicas, como a suspensão ou os travões, devem ser avaliadas por um profissional. Ainda assim, há um conjunto de pontos essenciais que qualquer condutor pode rever antecipadamente, reduzindo o risco de reprovação, refere o Ekonomista.
Um dos primeiros aspetos a confirmar é a documentação. Por mais básico que pareça, é frequente haver esquecimentos. É obrigatório levar o documento único automóvel, o comprovativo do seguro em vigor e, quando aplicável, a folha da última inspeção. A ausência de algum destes documentos pode impossibilitar a realização da vistoria.
Iluminação em pleno funcionamento
No que toca à iluminação, é importante testar o sistema completo durante a noite, quando eventuais falhas são mais fáceis de detetar. As luzes de presença, de médios, de máximos, de travagem e de marcha atrás devem estar a funcionar corretamente. As luzes da matrícula, de nevoeiro e os quatro piscas também devem ser verificadas, diz ainda a mesma fonte. A intensidade e o alinhamento dos faróis da frente merecem atenção especial, pois é exigido que projetem luz uniforme e sem desvio. Diferenças entre os dois lados ou luzes fundidas podem levar a anotações negativas no relatório da inspeção.
Itens de segurança obrigatórios
Outro ponto frequentemente analisado é o estado dos limpa para-brisas. Os mesmos devem funcionar corretamente, tanto na frente como na traseira, e as escovas devem limpar de forma eficaz. O reservatório de água deve estar cheio, uma vez que a sua ausência pode ser considerada uma falha.
Espelhos retrovisores e cintos de segurança são elementos básicos mas obrigatórios. A superfície dos espelhos deve estar intacta, sem quebras, e devidamente fixa. Todos os cintos presentes no veículo devem estar operacionais e corresponder ao número de lugares aprovados no modelo em causa.
Pneus e outros elementos visuais
Os pneus são uma das causas mais frequentes de chumbo na inspeção periódica. O rasto tem de ter, no mínimo, 1,6 milímetros de profundidade. Qualquer desgaste irregular, corte ou deformação pode comprometer o resultado da inspeção. Mesmo que a profundidade esteja dentro do permitido, pneus visivelmente danificados devem ser substituídos.
É também obrigatório que o triângulo de sinalização e o colete refletor estejam presentes no veículo, dentro do habitáculo. O colete deve ser homologado e o triângulo tem de estar em condições de ser utilizado em caso de emergência.
Sinais de fugas e manchas no chão
Manchas de óleo ou de líquido de refrigeração no local onde o veículo esteve estacionado são um sinal de alerta, refere a fonte acima citada. A existência de fugas é motivo para anotação negativa na inspeção, podendo levar à reprovação. Estas situações devem ser avaliadas numa oficina antes da data marcada para a vistoria. As fugas mais comuns são difíceis de detetar em marcha, mas deixam marcas no chão após longas paragens. Caso existam, é fundamental resolver o problema previamente.
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O sistema de travagem
A travagem é avaliada em vários níveis. Se existirem fugas no sistema ou se os travões produzirem ruídos metálicos, poderá significar desgaste nas pastilhas ou nos discos. Estes sons são detetáveis durante a condução e devem motivar visita a um mecânico.
Além da resposta ao pedal, os centros de inspeção analisam a força de travagem em cada roda. Desequilíbrios graves entre rodas do mesmo eixo podem justificar uma reprovação imediata.
Direção e alinhamento
A direção é outro ponto crítico. Um teste simples pode ser feito numa estrada plana: ao segurar o volante em linha reta, o veículo deve manter o rumo. Se houver tendência para desviar, é provável que haja desalinhamento. A presença de folgas no sistema de direção também é analisada e pode motivar falha na inspeção. Neste caso, segundo a mesma fonte, a resolução do problema só pode ser feita numa oficina especializada.
Suspensão com sinais de desgaste
A suspensão, embora mais difícil de avaliar sem equipamento, pode dar sinais claros de desgaste. Comportamentos anormais ao curvar ou durante travagens suaves podem indicar problemas nos amortecedores ou noutros componentes. Nestes casos, a visita a uma oficina é aconselhada antes de apresentar o veículo ao centro de inspeção. A suspensão é responsável por grande parte da estabilidade do automóvel e qualquer anomalia é motivo para chumbo.
Inspeção como medida de segurança
Mais do que uma formalidade legal, a inspeção é um momento de verificação da segurança do automóvel. Preparar o veículo com antecedência e atenção permite detetar falhas a tempo, corrigi-las e evitar reprovações que acarretam custos adicionais e nova deslocação ao centro, segundo o Ekonomista.
Com um plano simples e a verificação dos elementos principais, é possível garantir que tudo está em ordem para que a inspeção decorra sem sobressaltos. Afinal, manter o carro em bom estado é, acima de tudo, uma questão de responsabilidade.
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