Entre as candidaturas já anunciadas para as eleições autárquicas 2025, surge o projeto “Unidos Somos Olhão — Caminhar no Sentido Certo”, apoiado pelo PAN – Pessoas – Animais – Natureza, Bloco de Esquerda e LIVRE, “enraizado na participação ativa de cidadãos independentes, associações locais e membros da sociedade civil”.
Esta proposta surge, segundo os seus promotores, com “determinação, coragem e sentido de responsabilidade”, assente numa visão de futuro mais justa, ecológica e participativa para o concelho.
A candidatura afirma que a proposta é “uma alternativa construída com as pessoas e para as pessoas, um projeto que recusa o imobilismo e acredita que Olhão pode ser governado de forma mais justa, ecológica e democrática”.
Ao fim de quase meio século sob o comando da mesma força política, os últimos três mandatos foram, segundo a candidatura, “centrados na promoção do turismo e na requalificação urbana orientada para o visitante”, ao passo que problemas estruturais como a habitação, mobilidade, saúde e igualdade de acesso a serviços públicos “persistem”.
“Unidos Somos Olhão” propõe “inverter este rumo” e “devolver a cidade a quem cá vive, com políticas sustentáveis, justas e feitas com participação real das pessoas”.
A candidatura identifica sete pilares fundamentais para o futuro do concelho:
- Justiça social e habitação digna: Defende-se “habitação acessível, combate à gentrificação e promoção da reabilitação urbana”, alertando que “os bairros históricos de Olhão estão a transformar-se em cenários turísticos, onde cada vez menos pessoas conseguem viver”.
- Proteção da Ria Formosa e do território: São propostas “medidas urgentes e concretas de defesa da Ria Formosa, das zonas húmidas, da costa e da sua biodiversidade”, sublinhando-se que “não há desenvolvimento sustentável sem um território vivo e protegido”.
- Saúde de proximidade e educação pública inclusiva: A aposta passa por “saúde mental acessível, com apoio psicológico, cuidados continuados e envelhecimento digno”, e por “reforçar a escola pública como espaço de inclusão, liberdade e pensamento crítico”.
- Mobilidade sustentável e energia limpa: O projeto compromete-se com a criação de “uma rede de transportes públicos eficaz e gratuita, ciclovias seguras e percursos pedonais acessíveis”, bem como com a implementação de “comunidades de energia renovável com participação cidadã”.
- Bem-estar animal e espaços públicos mais humanos: São apontadas medidas como “mais fiscalização, apoio a cuidadores informais e veterinária solidária”, além da “criação de um pelouro autónomo para a Proteção, Saúde e Bem-Estar Animal”.
- Agricultura e pesca responsáveis e sustentáveis: Defende-se a “valorização da produção local e artesanal”, incentivando práticas “agroecológicas e cooperativas agrícolas”, num “modelo de desenvolvimento que respeite os ritmos do território e da natureza”.
- Democracia participativa e cidadania ativa: A proposta inclui “orçamentos participativos vinculativos, assembleias cidadãs, conselhos de freguesia abertos e plataformas digitais de participação”, com o objetivo de que “a política volte a estar nas mãos de quem vive no concelho — com voz e decisão”.
Segundo os responsáveis pelo projeto, esta candidatura “não nasce de cima para baixo”, mas sim “da escuta, da proximidade, da presença diária no terreno e do compromisso com causas concretas: justiça, ambiente, igualdade e bem-estar”.
“Unidos Somos Olhão” afirma-se, assim, como “uma alternativa com coragem para fazer diferente”.
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