Esta sexta-feira, os trabalhadores do Algarve voltaram a sair à rua para reivindicar melhores condições de vida e de trabalho, numa ação promovida pela União dos Sindicatos do Algarve, que considera necessário manter a mobilização após aquilo que classifica como a “vitória alcançada com a derrota do pacote laboral”.
A estrutura sindical aponta os baixos salários, os horários desregulados, a acumulação de empregos, a precariedade, a sazonalidade, a informalidade e o desemprego como alguns dos principais problemas que afetam os trabalhadores na região.
Segundo a União dos Sindicatos do Algarve, estes fatores contribuem para elevados níveis de exploração, pobreza e exclusão social, num contexto agravado pelo aumento do custo de vida.
A estrutura destaca a subida dos preços dos bens alimentares, das faturas de água, eletricidade e comunicações, dos combustíveis, das rendas e das taxas de juro associadas ao crédito à habitação, bem como aquilo que considera ser uma resposta insuficiente dos serviços públicos, em particular do Serviço Nacional de Saúde.
Sindicatos exigem salários mais altos e reforço dos serviços públicos
A União dos Sindicatos do Algarve contrapõe esta realidade àquilo que descreve como a “maior acumulação de sempre de lucros das grandes empresas”, destacando em particular os setores onde os preços mais aumentaram e o turismo, que, segundo a estrutura, tem registado resultados positivos recorde nos últimos anos.
A organização sindical defende que é possível melhorar as condições de trabalho através do aumento dos salários, da regulação dos horários, da criação de vínculos efetivos sempre que os postos de trabalho sejam permanentes, da promoção da contratação coletiva, do combate à precariedade e da valorização das profissões e carreiras.
A União dos Sindicatos do Algarve reivindica também o reforço dos serviços públicos, em especial do Serviço Nacional de Saúde, e o aumento da oferta de habitação pública como forma de responder às dificuldades de acesso a casa.
Entre as restantes exigências estão o alargamento e melhoria da rede de transportes públicos no Algarve, a diversificação da atividade económica e a criação de emprego qualificado e com direitos.
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