O Sanatório de São Brás de Alportel poderá em breve ser classificado como património de interesse público. A proposta partiu da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve I.P., através da sua Unidade de Cultura, em articulação com o Município de São Brás de Alportel, e segue agora para apreciação e decisão final por parte do Património Cultural, I.P.
Segundo a CCDR Algarve, a iniciativa pretende “reconhecer a importância histórica, arquitetónica e social deste edifício singular, cuja memória está profundamente ligada à luta contra a tuberculose no século XX”.

O edifício do sanatório foi inaugurado a 8 de setembro de 1918, tendo sido construído nas primeiras décadas do século passado por iniciativa do médico Carlos Vasconcelos Porto, figura nacionalmente reconhecida no combate à tuberculose e na organização dos serviços de saúde ferroviários em Portugal.
O imóvel assumiu-se, na altura, como uma resposta inovadora no contexto da saúde pública, refletindo as orientações terapêuticas da época. Com uma arquitetura de cariz funcionalista, integra-se harmoniosamente na paisagem serrana, sendo ainda hoje um marco simbólico para a população local e regional.
Preservar a memória da saúde e da arquitetura sanitária
Para a CCDR Algarve, “a classificação do Sanatório de São Brás de Alportel é um passo para garantir a preservação de um património que representa não só um marco na história da saúde na região, mas também um exemplo da arquitetura sanitária modernista no Sul do país”.
No cumprimento da sua missão, a CCDR, através da Unidade de Cultura, está empenhada em desenvolver uma estratégia mais ampla de valorização do património local, em parceria com os municípios algarvios. Nesse contexto, o edifício do sanatório é considerado “um elemento central na memória coletiva e na identidade territorial da região serrana do Algarve”.
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