Os efeitos dos temporais que atingiram o litoral português no início do ano ainda motivam intervenções em várias praias, mas no Algarve está prevista uma nova fase de trabalhos que vai além das medidas de emergência. Na Fuseta, depois da reposição de areia realizada para responder aos estragos provocados pelo mau tempo, está prevista a partir de outubro uma intervenção considerada “mais estrutural”, com um investimento superior a um milhão de euros.
A informação foi avançada pela ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, durante uma deslocação à Ericeira, onde abordou o estado das obras realizadas nas praias afetadas pelos temporais. Em declarações à agência de notícias Lusa, a governante explicou que os trabalhos considerados prioritários foram concluídos antes do início da época balnear, enquanto outras intervenções deverão prolongar-se até 2028.
Segunda fase depois da intervenção de emergência
A praia algarvia da Fuseta já foi alvo de uma intervenção de urgência destinada a repor areia depois dos danos provocados pelos temporais. O trabalho que está agora previsto terá uma natureza diferente e deverá avançar no início do outono, permitindo dar continuidade à intervenção realizada anteriormente.
“Os mais urgentes foram feitos. Foram feitos antes da época balnear. Há várias obras que foram consideradas não tão urgentes que vão continuar”, afirmou Maria da Graça Carvalho, citada pela Lusa. A ministra enquadrou desta forma o calendário definido para as diferentes intervenções ao longo do litoral.
A responsável pelo Ambiente referiu ainda que existem obras programadas até 2028, com financiamento do Programa Operacional para a Ação Climática e Sustentabilidade 2030. O calendário abrange intervenções com diferentes níveis de prioridade e custos, de acordo com a avaliação feita após os temporais.
Muitas praias continuam abaixo dos valores de referência
A necessidade de manter estes trabalhos está também relacionada com a recuperação do litoral depois dos episódios de mau tempo registados entre o final de janeiro e fevereiro. Um relatório divulgado pela Agência Portuguesa do Ambiente indicou que 41% das praias monitorizadas recuperaram ou ultrapassaram os valores médios de largura e volume sedimentar.
Os restantes 59% permanecem abaixo desses valores de referência, mostrando que continuam a existir défices sedimentares em parte das zonas analisadas. A ministra explicou que os trabalhos previstos procuram responder a estas situações, com algumas intervenções a avançarem ainda este ano e outras a ficarem programadas para os próximos anos.
















