A Direção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do PCP saudou os trabalhadores que participaram esta sexta-feira na jornada de luta promovida pela União dos Sindicatos do Algarve, que incluiu greves em vários setores e uma manifestação em Faro.
Segundo a estrutura regional comunista, o Dia de Luta Regional, realizado em agosto e em plena época alta turística, teve como objetivo reivindicar melhores condições de trabalho e de vida para os profissionais que asseguram o funcionamento de diferentes setores da economia algarvia.

A DORAL considera que a manifestação e as intervenções realizadas no final da iniciativa evidenciaram a rejeição dos trabalhadores perante aquilo que o partido identifica como um aumento da exploração e das desigualdades durante o período de maior atividade económica na região.
De acordo com o PCP, “A muita riqueza criada não está a ser justamente repartida por quem a produz, sendo que é de todo necessário e possível essa justiça social”.
PCP aponta baixos salários e precariedade no turismo
A estrutura regional destaca particularmente a situação dos trabalhadores do turismo, argumentando que as receitas do setor têm alcançado sucessivos recordes, enquanto os salários permanecem entre os mais baixos da economia portuguesa.
A DORAL aponta ainda problemas relacionados com a desregulação dos horários, os ritmos e a carga de trabalho, a precariedade e a instabilidade laboral, considerando que estas dificuldades se agravam durante os meses de verão.
O PCP refere igualmente o aumento do custo de vida e considera que salários e pensões não têm acompanhado a subida dos preços dos bens e serviços essenciais.
Em contraste, a estrutura partidária destaca os lucros obtidos por grandes grupos económicos e aponta como exemplos a banca e as petrolíferas, associando os resultados destes setores às taxas bancárias e aos preços dos combustíveis.
Habitação, saúde e transportes entre os problemas apontados
A DORAL identifica ainda dificuldades no acesso à habitação, que classifica como uma das mais caras do país, e critica o estado dos serviços públicos, nomeadamente do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública.
A organização regional do PCP considera igualmente insuficiente a rede de transportes públicos no Algarve, aponta falta de investimento público e critica a forte dependência da economia regional relativamente ao turismo.
No comunicado, a DORAL atribui esta situação a “políticas erradas desenvolvidas ao longo de décadas e agravadas agora por este governo PSD/CDS, com o apoio total do CH e da IL, contado também com o PS em muitas matérias”.
A estrutura regional saúda os participantes provenientes de setores como hotelaria, comércio e serviços, autarquias locais, administração pública, saúde, ensino, indústria conserveira e serviços postais, além de jovens trabalhadores, reformados e estudantes.
Segundo a DORAL, participaram na iniciativa pessoas provenientes de diferentes pontos do Algarve.
O PCP considera ainda que, no seguimento daquilo que designa como a “derrota do Pacote Laboral”, a confiança e a mobilização dos trabalhadores deverão aumentar, prevendo uma intensificação das ações de luta.
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