Os turistas ingleses foram os que mais dinheiro gastaram em Portugal através de cartões estrangeiros durante os primeiros seis meses de 2026. Entre janeiro e junho, os visitantes do Reino Unido realizaram 16 milhões de pagamentos, num total de 518 milhões de euros, com mais de metade das despesas estrangeiras concentradas na Grande Lisboa e no Algarve.
No conjunto dos turistas internacionais, o valor movimentado em estabelecimentos portugueses chegou aos 3,7 mil milhões de euros. O montante inclui despesas em lojas, restaurantes, unidades de alojamento e outros serviços, revelando diferenças consideráveis entre nacionalidades tanto no volume total gasto como no valor médio de cada operação.
Britânicos lideram nas despesas
Segundo o Correio da Manhã, os dados do Turismo de Portugal, baseados em estatísticas da SIBS, colocam o Reino Unido no primeiro lugar entre os países de origem dos turistas que mais gastaram em Portugal. Os 518 milhões de euros pagos pelos britânicos correspondem a uma subida de 6,2% face ao mesmo período do ano anterior.
Cada pagamento feito com cartões britânicos teve, em média, um valor de 32,7 euros. A frequência das operações ajuda a explicar o peso deste mercado no total nacional, com os 16 milhões de transações registadas entre janeiro e junho.
Americanos aproximam-se dos primeiros lugares
A lista dos maiores gastadores inclui também uma presença cada vez mais relevante de turistas norte-americanos. Os Estados Unidos surgem na segunda posição, embora o valor indicado no levantamento seja muito inferior ao registado pelos britânicos, com cerca de 2,4 milhões de euros em compras em Portugal.
A publicação refere que os turistas europeus continuam a ocupar uma parte significativa das primeiras posições, algo associado também à proximidade geográfica e às facilidades existentes nas deslocações dentro do espaço europeu. Ainda assim, os visitantes dos Estados Unidos têm vindo a ganhar espaço entre os mercados com maior despesa.
Retalho, restaurantes e alojamento concentram milhões
Do total de 3,7 mil milhões de euros pagos com cartões estrangeiros, aproximadamente 1,4 mil milhões foram destinados ao comércio a retalho. A restauração representou mais de mil milhões de euros, enquanto o alojamento absorveu cerca de 735 milhões.
Somadas as despesas em restauração, alojamento e agências de viagens, o montante atingiu 1,8 mil milhões de euros. O padrão mostra que uma parte significativa do dinheiro gasto por visitantes estrangeiros permanece associada às principais componentes da experiência turística, desde a alimentação às compras e à estadia.
Há diferenças no valor de cada compra
O valor médio por operação também varia de forma significativa consoante a nacionalidade. Em termos globais, cada pagamento realizado por turistas estrangeiros em Portugal teve um valor médio de 35,7 euros durante o primeiro semestre.
Os irlandeses registaram, contudo, o valor médio mais elevado, com 90,6 euros por compra. Seguiram-se os moçambicanos, com 53 euros, e os angolanos, com 50 euros. Os números mostram que o país de origem não determina apenas o volume total de despesas, mas também o montante movimentado em cada transação.
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