Centenas de cientistas vão trocar, na sexta-feira, os laboratórios pelas ruas de várias cidades portuguesas, numa nova edição da Noite Europeia dos Investigadores, iniciativa que procura aproximar a investigação científica do público.
Braga, Coimbra, Évora, Lisboa e Porto estão entre as cidades que vão receber atividades dirigidas aos cidadãos. Realizada desde 2005 em vários países europeus, a iniciativa pretende dar a conhecer, de forma acessível e dinâmica, a diversidade da ciência e a influência que esta exerce no quotidiano.
Na região de Lisboa, a programação decorrerá em espaços como o Pavilhão do Conhecimento – Centro Ciência Viva, o Museu Nacional de História Natural e da Ciência e os Jardins do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras.
Este ano, o Pavilhão do Conhecimento pretende criar “pontes de conhecimento” entre investigadores e sociedade civil, através de iniciativas relacionadas com as cinco missões europeias: alterações climáticas, saúde e cancro, oceano e águas, cidades inteligentes, e solos e alimentos.
Ciência para miúdos e graúdos em Lisboa e Oeiras
Entre as 19:00 e as 00:00, a ciência chega a miúdos e graúdos através de caças ao tesouro, ‘workshops’, debates e ‘quizzes’, fórmula idêntica em Oeiras e no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, com mais de uma centena de atividades, a partir das 17:30.
No Porto, o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde desafia os visitantes a “resolver um crime ambiental no oceano”, transformar resíduos em tecidos inovadores, caçar microplásticos escondidos na natureza e participar em ‘escape rooms’.
Coimbra mobiliza quase 800 cientistas
Com atividades em vários pontos da Baixa de Coimbra, a universidade vai mobilizar quase 800 cientistas, num programa dedicado a “unir conhecimentos e transformar o futuro”, para destacar a importância da colaboração entre diferentes áreas, instituições e comunidades para responder aos desafios globais.
Em Armamar, município da região do Douro, a “festa da ciência” começou uma semana antes, na noite de 18 de setembro, com atividades no Centro Interpretativo da Mulher Duriense, mas na sexta-feira à noite estarão mais de uma centena de investigadores no Pavilhão Desportivo para pôr em diálogo o conhecimento científico com o território e a comunidade.
Das alterações climáticas à inteligência artificial, passando também pela saúde e a arqueologia, a ciência sai à rua também em Évora, na praça 1.º de maio, e em Braga, onde o principal palco será o Fórum Braga.
A programação estende-se ainda a vários centros Ciência Viva, nomeadamente em Alcanena, Arcos de Valdevez, Figueira de Castelo Rodrigo, Lagos e Vila do Conde.
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