Um homem de 31 anos foi detido pela PSP por suspeitas de ter burlado pelo menos 15 idosos, num esquema que terá permitido obter cerca de 100.000 euros. O suspeito apresentava-se como cuidador e, já dentro das casas das vítimas, terá retirado bens de valor e utilizado cartões bancários para transferir dinheiro para contas próprias.
De acordo com o Correio da Manhã, dois dos idosos terão sofrido prejuízos de cerca de 25.000 euros cada. A investigação está a cargo da Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa e decorria há aproximadamente um ano, depois de terem começado a surgir queixas relacionadas com os alegados crimes.
Credenciais falsas davam acesso às casas
O homem, de nacionalidade brasileira e a viver legalmente em Portugal há cerca de 10 anos, terá falsificado documentação que lhe permitia apresentar-se como habilitado para prestar cuidados a pessoas idosas. Dessa forma, conseguiu trabalhar através de várias empresas ligadas à prestação deste tipo de serviços.
Segundo a mesma fonte, foi enquanto funcionário dessas empresas que passou a ter acesso às residências das vítimas, sobretudo nos concelhos de Lisboa, Cascais e Oeiras. O suspeito procuraria particularmente idosos com maiores dificuldades de locomoção, condição que lhe permitiria agir com menor possibilidade de ser detetado.
Cartões bancários terão sido usados nas transferências
A investigação aponta não apenas para o desaparecimento de objetos com valor. O suspeito terá também utilizado cartões bancários pertencentes a alguns idosos para movimentar dinheiro diretamente para contas que estavam em seu nome.
O Correio da Manhã refere que o valor global obtido através do esquema rondará os 100.000 euros. Parte dos bens e do dinheiro alegadamente retirados às vítimas terá sido levada para o Brasil, país ao qual o homem se deslocava com frequência.
Investigação decorria há cerca de um ano
As primeiras denúncias permitiram à PSP começar a reconstruir os movimentos e a atividade do suspeito. A Divisão de Investigação Criminal de Lisboa acompanhou o caso durante cerca de um ano, reunindo elementos relacionados com as diferentes vítimas e com a forma como o homem conseguia entrar nas respetivas habitações.
Entretanto, o suspeito terá percebido, há cerca de dois meses, que estava a ser investigado. Conforme a mesma fonte, acabou por cair de uma janela do terceiro andar da residência onde se encontrava, depois de pensar que teria agentes policiais à porta, sofrendo fraturas nas duas pernas.
PSP aguardou que tivesse alta hospitalar
Na sequência da queda, o homem foi internado no Hospital de São Francisco Xavier. Já com elementos que considerava suficientes para proceder à detenção, a investigação pediu à direção clínica que avisasse as autoridades quando estivesse prevista a alta hospitalar.
A detenção aconteceu na manhã de terça-feira, 22 de setembro, quando o suspeito abandonava o hospital numa cadeira de rodas e com ambas as pernas engessadas, escreve o jornal. No mesmo dia, foi presente às autoridades competentes e ficou sujeito a prisão preventiva.
PSP acredita que podem existir mais vítimas
Apesar da detenção, a investigação não está encerrada. A PSP suspeita de que o número de pessoas lesadas possa ser superior às pelo menos 15 já identificadas no processo, estando a ser analisadas outras situações que poderão estar relacionadas com o mesmo homem.
O jornal acrescenta que as autoridades admitem a existência de mais vítimas, nomeadamente na zona de Viseu. A investigação prossegue para determinar a dimensão total do alegado esquema e identificar outros casos que possam ter seguido o mesmo padrão.
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