Um homem de 64 anos ficou em prisão preventiva por suspeitas de ter provocado um incêndio florestal na zona do Cotifo, em Lagos, e de ter ameaçado militares da GNR durante a intervenção das autoridades. O arguido foi ainda encaminhado para uma unidade hospitalar para avaliação psiquiátrica e tratamento médico antes de ser conduzido ao estabelecimento prisional.
Segundo o Correio da Manhã, o suspeito foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Lagos, que determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa. A decisão surgiu um dia após a detenção, na sequência do incêndio que mobilizou bombeiros e forças de segurança.
O alerta para o fogo foi dado na última segunda-feira, 20 de julho, quando começaram a ser visíveis chamas numa zona florestal do Cotifo. Os Bombeiros Voluntários de Lagos foram mobilizados para o local e conseguiram impedir que o incêndio se propagasse aos terrenos e habitações existentes nas proximidades. Ainda assim, uma viatura acabou por ser consumida pelas chamas.
Investigação apontou para vários focos
Após o combate ao incêndio, a investigação passou para o Núcleo de Proteção Ambiental do Destacamento Territorial de Portimão da GNR. As diligências realizadas permitiram concluir que o homem é suspeito de ter provocado vários focos de incêndio num terreno onde residia. As chamas acabaram por alastrar à vegetação envolvente, dando origem ao incêndio que obrigou à intervenção dos meios de socorro.
Durante a abordagem efetuada pela GNR, a situação agravou-se. O homem terá empunhado uma ferramenta e ameaçado os militares. Perante esse comportamento, foi necessário imobilizá-lo para garantir a segurança da operação e concretizar a detenção.
Tribunal decretou prisão preventiva
No dia seguinte, o arguido foi ouvido em primeiro interrogatório judicial. O juiz decidiu aplicar a medida de coação de prisão preventiva, entendendo que o suspeito deveria aguardar o desenrolar do processo privado de liberdade. A decisão representa a medida mais gravosa prevista na lei.
Antes de ser conduzido ao estabelecimento prisional, o homem foi encaminhado para uma unidade hospitalar. Conforme refere a publicação, o internamento destinou-se à realização de uma avaliação psiquiátrica e ao tratamento médico considerado necessário. Só depois dessa permanência no hospital foi transferido para cumprir a medida de coação.
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