Um militar da GNR foi detido em flagrante pela PSP, em Almada, por suspeitas de tráfico de droga. O guarda tinha na sua posse cocaína e MDMA, mas, depois de ser libertado pelo tribunal, continuou a exercer funções até ser afastado preventivamente pela própria Guarda.
A detenção ocorreu no passado dia 10 de julho, num parque de estacionamento público situado junto à rotunda do Centro Sul, um dos principais acessos à cidade de Almada através da A2.
Segundo avançou o Jornal de Notícias, o militar terá sido surpreendido por elementos da PSP quando alegadamente se encontrava a traficar produto estupefaciente.
Tinha cocaína e MDMA na sua posse
No momento da abordagem, as autoridades encontraram cocaína e MDMA na posse do suspeito, levando à sua detenção em flagrante delito.
O militar foi posteriormente presente a tribunal para primeiro interrogatório judicial, tendo acabado por ser libertado enquanto decorre a investigação.
Não foram divulgadas as medidas de coação aplicadas nem as quantidades de droga apreendidas durante a operação policial.
Continuou a trabalhar depois da detenção
Apesar da detenção e da apresentação a tribunal, o guarda não foi imediatamente suspenso das suas funções.
O militar continuou, assim, a trabalhar no posto territorial da GNR da Trafaria, no concelho de Almada, nos dias seguintes à ocorrência.
A situação terá levado a Guarda Nacional Republicana a intervir posteriormente, determinando o seu afastamento preventivo do serviço.
GNR decidiu afastar militar
A decisão pretende impedir que o suspeito continue a exercer funções operacionais enquanto são apuradas as circunstâncias do caso.
Não é ainda conhecido se foi instaurado um processo disciplinar interno, embora este seja um procedimento habitual perante suspeitas da prática de crimes por elementos das forças de segurança.
O caso está agora a ser investigado pelas autoridades competentes, cabendo ao Ministério Público determinar os próximos passos do processo.
Investigação continua em curso
O militar mantém a presunção de inocência até existir uma decisão judicial definitiva, apesar de ter sido detido em flagrante pela PSP.
As autoridades procuram agora esclarecer a origem da droga, o seu destino e se existem outras pessoas envolvidas na alegada atividade de tráfico.
Até ao momento, a GNR não revelou durante quanto tempo o militar permanecerá afastado nem se poderá regressar ao serviço antes da conclusão da investigação.
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