Enviar uma fotografia para o ChatGPT ou para outras ferramentas de inteligência artificial tornou-se uma forma comum de editar imagens, experimentar estilos ou criar versões diferentes de uma fotografia original. Contudo, algumas imagens podem incluir dados pessoais, financeiros ou informações sobre terceiros que justificam cuidados adicionais antes de serem carregadas numa conversa.
De acordo com o Notícias ao Minuto, há sete tipos de fotografias que devem ser evitados nestas plataformas quando contêm informação sensível. O problema não está apenas na pessoa que aparece na imagem. Um documento colocado sobre uma mesa, um endereço visível ao fundo ou um código apresentado num ecrã podem igualmente revelar dados que o utilizador não pretendia partilhar.
Documentos e cartões bancários exigem atenção
Fotografias de documentos pessoais estão entre os exemplos apontados pela publicação. Cartão de Cidadão, passaporte, carta de condução ou outros documentos podem mostrar nomes completos, números de identificação, datas de nascimento, assinaturas, fotografias e outros elementos associados ao titular.
O mesmo princípio aplica-se a cartões bancários. Uma fotografia pode deixar visíveis números, nome do titular, validade ou outros elementos utilizados em operações financeiras. Mesmo quando o objetivo é pedir à inteligência artificial que altere apenas uma parte da imagem, o restante conteúdo continua presente no ficheiro enviado.
Palavras-passe e códigos podem aparecer sem se perceber
Outro cuidado indicado diz respeito a fotografias onde estejam visíveis palavras-passe, códigos de acesso ou outras credenciais. Isto pode acontecer, por exemplo, quando se fotografa um computador ou telemóvel e existe informação confidencial apresentada no ecrã.
Televisores, monitores e outros equipamentos eletrónicos também merecem atenção. Uma fotografia aparentemente banal de uma divisão pode captar mensagens, endereços de correio eletrónico, nomes, notificações ou documentos abertos em segundo plano. Por isso, convém observar toda a imagem e não apenas o elemento que se pretende editar.
Exames médicos também entram na lista
O Notícias ao Minuto inclui ainda exames e documentos relacionados com saúde entre os conteúdos que não devem ser carregados sem necessidade. Relatórios médicos, resultados de análises, prescrições ou imagens de exames podem conter informação pessoal que identifica diretamente o paciente.
Além do conteúdo clínico, estes documentos apresentam frequentemente nome, número de utente, datas e identificação da unidade de saúde. Assim sendo, uma fotografia tirada com a intenção de esclarecer apenas uma dúvida pode acabar por incluir diversos elementos pessoais que não são necessários para esse objetivo.
Fotografias de outras pessoas podem levantar questões de privacidade
Também deve existir cuidado quando uma imagem mostra outras pessoas que não deram autorização para a sua utilização, refere a publicação. A atenção deverá ser maior quando estão envolvidas crianças, uma vez que estas fotografias podem revelar rostos, locais frequentados e outros elementos da vida quotidiana.
Uma imagem de grupo ou uma fotografia tirada num espaço público pode, por exemplo, incluir pessoas em segundo plano. Antes de carregar o ficheiro numa ferramenta de inteligência artificial, é possível recortar a imagem ou ocultar os elementos que não são necessários para a alteração pretendida.
Localização e rotinas podem ficar escondidas na fotografia
O último grupo referido envolve imagens capazes de revelar onde uma pessoa vive, trabalha ou passa habitualmente o tempo. Nomes de ruas, números de portas, matrículas, fachadas, escolas ou outros pontos de referência podem ajudar a identificar um local mesmo quando essa não era a intenção de quem fez a fotografia.
Assim, antes de carregar uma imagem no ChatGPT ou noutra ferramenta semelhante, é aconselhável verificar todo o enquadramento e remover informação que não seja necessária. Documentos pessoais, cartões bancários, códigos de acesso, ecrãs com dados privados, informação médica, fotografias de terceiros sem autorização e elementos que revelem localizações ou rotinas são os sete exemplos destacados.
















