Introdução:
Estamos a viver um perÃodo de instabilidade, sobretudo, polÃtica com a queda do governo (ainda em funções) e que gera instabilidade no paÃs e cria, também, muita agitação e nervosismo no seio dos partidos polÃticos (pelas incertezas), conducentes a diversas situações, algumas delas anormais.

Pós-graduado em SHST; Técnico Superior nÃvel 6 em SHST com CAP; Licenciado em História e Ciências Sociais; Gestão e Administração de Escolas (curso no Instituto Superior de Educação e Trabalho (ex-ISET); Outras; Pedagogo; Historiador; Cidadão pró-activo; “Animal PolÃtico” naturalmente, como dizia Aristóteles
1 – Comportamentos desviantes
O bullying como é sabido, é um dos tormentos sociais conhecidos que gira à volta de comportamentos desviantes e que ocorre em diversificados espaços fÃsicos e contextos.
“Tais comportamentos anormais se tiverem lugar em ambiente laboral, tal acção (de repúdio), é chamada de Assédio Moral.
O bullying é uma outra ação agressiva, ofensiva e intimidatória e, também, ela de repúdio.
É desenvolvida em ambiente social que envolve ofensas e opressões determinadas de forma expansiva, aberta, podendo ser contemplada pela colectividade do ambiente”.
Estes comportamentos desviantes podem manifestar-se, na base de agressão fÃsica ou psicológica, de forma repetida e intencional, procurando ridicularizar, humilhar, agredir, intimidar, importunar, coagir, etc, etc as suas vÃtimas, escolhendo por vezes, algumas pessoas fragilizadas.

O termo “bully”, significa na nossa lÃngua “valentão ou valentona”, sentindo-se poderosos e satisfeitos em provocar o sofrimento no outro.
Os ditos comportamentos (desviantes), ocorrem com algum significado nos meios escolares e surgem por motivos diversos, entre crianças e adolescentes, afectando-os na base da agressão fÃsica, psicológica, verbal, através de empurrões, brincadeiras que magoam e discriminam, criando um clima de insegurança à vÃtima.
É um conjunto de ações nefastas, usado para afirmar um “domÃnio” sobre a vÃtima e que ocorre por intervenção de um agressor em nome individual, ou em grupo.
As “justificações” para tais comportamentos, surgem pelas diferenças existentes de raça, sexo, classe social, religião, orientação polÃtica, orientação sexual, de género, aparência fÃsica, comportamento, linguagem corporal, personalidade, reputação, força, entre outras.
As vÃtimas “amesquinhadas e envergonhadas”, sentem-se inseguras em denunciar a situação, a que são submetidas.
A “cultura de bullying” pode desenvolver-se em qualquer contexto entre pessoas que interajam uns com os outros.
poderá o mesmo aparecer, nomeadamente, na rua, nos referidos meios escolares, na famÃlia, ou até mesmo no seio das forças armadas, nos clubes, na igreja, no trabalho, em meios polÃtico-partidários, etc, etc.
A vÃtima receia os seus agressores que poderá ser por aparência da sua força fÃsica, ou então até mesmo pela influência que os mesmos exercem sobre o meio social, polÃtico, económico, etc em que estão inseridos.
Geralmente é feito contra alguém que não consegue num determinado momento defender-se por si próprio e até não entender os lmotivos que levam a tal agressão.
2 – O Bullying em contexto polÃtico (?)
Ultimamente, segundo a opinião de vários analistas ou observadores, há uma dinâmica própria das diversas militâncias que vai girando à volta de interesses particulares no seio dos partidos polÃticos para se alcançar a melhor forma de chegar à s lideranças, ou ao poder instituÃdo.
Tais interesses, são susceptÃveis de originar até mesmo comportamentos desviantes de bullying, pela acção desenvolvida por parte alguns partidários.

Ao longo do tempo têm-se formado no seio dos partidos polÃticos, determinados “grupos cooperativos” pelo alcance ou manutenção de determinadas funções polÃticas ou cargos polÃtico-públicos, desenvolvidos ou a desenvolver e que vão originando na interacção do conjunto dos diversos membros, uma espécie de rivalidades que conduzem a ofensas verbais, perseguições pessoais, pressões, intimidações, chatangens amesquinhamentos etc, etc e tudo isto à parte dos ideais que os norteiam mas que até são secundarizados, perante os objectivos a alcançar.
Ora há, certamente, quem não partilhe desse mesmo espÃrito de militância e se afaste, inconformado com tipo de ambiente desagradável gerado.
Logicamente que haverá, quiçá outros elementos que, gratuitamente e intencionalmente, procuram distanciá-los, pelo incómodo que provocam.
O bullying, infelizmente, suscita querer instalar-se, também, na vida prática polÃtico-partidária, pois quicá até poderá haver já casos sentidos.

Premeditadamente ou intencionalmente, as diversas chefias ou lÃderes já instalados nas máquinas do sistema e outros “acomodados”, pressionam os seus diretos “adversários internos”, numa perspectiva de auto-defesa do espaço próprio, contra eventuais “tempestades” que possam advir…
Quiçá poderá haver quem, voluntariamente ou indignamente, se preste a este tipo de comportamentos desviantes, para defender a manutenção do seu próprio “aconchego ou status”, ou daqueles que os proporcionam.
A execução de ações consideradas de bullying, têm, também, por finalidade, afastar das hostes cimeiras, sejam elas de ordem social ou mesmo polÃtica, as suas “vÃtimas”, procurando remetê-las até mesmo ao silêncio escrito ou falado.
Os atos de injúrias, difamação, agressão fÃsica, psicológica, intimidação, coacção, etc serão sempre condenáveis e poderão vir a configurar o recurso à justiça, segundo várias opiniões de entendidos na matéria, pois tudo dependerá do acto em si, ou ação.
Conclusão:
O bullying como comportamento desviante será sempre um acto repugnável, pois significa um atentado à própria saúde mental ou fÃsica das vÃtimas em questão e ao bom equilÃbrio e bem-estar das sociedades democráticas.
Abaixo, pois, todas as formas de repressão e viva a democracia, liberdade de expressão e pensamento.
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