A humorista Joana Marques estreia, em setembro, um documentário no qual apresenta a sua perspetiva sobre o processo judicial instaurado em 2025 pelo grupo Anjos, do qual acabou por ser absolvida, anunciou hoje a plataforma de ‘streaming’ Prime Video.
“Joana Marques Culpada ou Indecente?” é o título da produção, escrita e realizada por Elza Cordeiro, ainda sem uma data concreta de estreia. Segundo a plataforma, o documentário “convida os espectadores a refletir sobre um caso que ultrapassou largamente as paredes do tribunal e se tornou uma das histórias mais comentadas em Portugal”.
De acordo com a Prime Video, o filme integra “uma reconstrução dos acontecimentos, imagens de arquivo e uma análise dos momentos-chave que marcaram o processo judicial”, que terminou com a absolvição de Joana Marques em outubro do ano passado.
O documentário inclui ainda testemunhos de Manuel Luís Goucha, Ricardo Araújo Pereira, Fernando Alvim, Luana Piovani e David Fonseca, além de abordar a forma como o processo judicial inspirou o espetáculo ao vivo “Em Sede Própria”, apresentado mais de uma dezena de vezes, em maio, em Lisboa e no Porto.
Processo teve origem em vídeo publicado nas redes sociais
A absolvição de Joana Marques diz respeito a um caso relacionado com a publicação de um vídeo nas redes sociais, que é uma montagem que intercala excertos de Nélson Rosado e Sérgio Rosado (Anjos) a cantarem o hino nacional numa prova de MotoGP em Portimão, em abril de 2022, com reações depreciativas retiradas do programa “Ídolos”.
Os músicos pretendiam que Joana Marques pagasse uma indemnização de 1.118.500 euros, valor que consideraram ter perdido em espetáculos, mas o Tribunal Central Cível de Lisboa entendeu que “não foi apresentada qualquer prova de prejuízo de 10.000 euros, em resultado da realização do concerto do Porto, havendo apenas referência a não ter sido esgotada a lotação”.
Para o tribunal, não é possível dar como provado que Joana Marques “alimentou o ódio e censura que perpassa nas mensagens”, nem que a humorista tenha “qualquer preconceito ou inimizade” em relação aos dois cantores.
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