As notas de 5, 10, 20, 50, 100 e 200 euros vão mudar de visual. O Banco Central Europeu (BCE) está a preparar uma nova série e aponta para o início da década de 2030 para a emissão das primeiras denominações, embora ainda não exista uma data definitiva para a entrada em circulação.
O processo deu esta quarta-feira, 23 de setembro, mais um passo. O BCE revelou que 9,96 milhões de pessoas participaram no inquérito público destinado a escolher entre as propostas apresentadas para as futuras notas.
A consulta decorreu entre 23 de julho e 21 de setembro e apresentou dez propostas baseadas em dois grandes temas: “Cultura europeia” e “Rios e aves”.
Quase 10 milhões ajudaram a escolher
A dimensão da participação surpreendeu o próprio BCE. Segundo a instituição, as respostas ao inquérito correspondem a cerca de 2,6% da população da área do euro.
Dois terços dos participantes tinham menos de 35 anos, embora tenham sido registadas respostas de todos os grupos etários.
“Este número impressionante demonstra o grande interesse que os europeus têm nas suas futuras notas”, afirmou Christine Lagarde, presidente do BCE.
Os resultados serão agora considerados pelo Conselho do BCE juntamente com as recomendações do júri independente responsável pelo concurso de desenho e uma avaliação técnica das propostas.
Beethoven, Marie Curie e Leonardo da Vinci podem aparecer nas notas
Caso seja escolhido o tema dedicado à cultura europeia, algumas das figuras mais conhecidas da história do continente poderão passar a aparecer nas notas.
Os motivos definidos pelo BCE incluem Maria Callas na nota de 5 euros, Ludwig van Beethoven na de 10 euros, Marie Curie na de 20 euros, Miguel de Cervantes na de 50 euros, Leonardo da Vinci na de 100 euros e Bertha von Suttner na nota de 200 euros.
Existe, porém, uma alternativa completamente diferente.
Notas também podem ter rios e aves
O segundo tema, “Rios e aves”, abandona as personalidades históricas e coloca a natureza europeia no centro do desenho.
Entre os motivos encontram-se o treparriscos, o guarda-rios-comum, o abelharuco-comum, a cegonha-branca, a perna-longa e o alcatraz-do-norte, associados a diferentes paisagens aquáticas europeias.
No verso surgiriam instituições europeias, entre as quais o Parlamento Europeu, a Comissão Europeia e o próprio Banco Central Europeu.
Decisão deverá chegar ainda este ano
O Conselho do BCE deverá escolher o desenho definitivo perto do final de 2026.
Depois começa uma fase bastante mais demorada. Será necessário aperfeiçoar o desenho escolhido, desenvolver os elementos de segurança e preparar a produção das novas notas.
Por isso, a mudança não acontecerá imediatamente após a escolha do vencedor.
Quando chegam as novas notas à carteira?
O BCE afirma oficialmente que serão necessários vários anos entre a escolha do desenho e o momento em que as novas notas chegarem às mãos dos cidadãos.
A instituição ainda não tomou uma decisão definitiva sobre quando e de que forma será feita a entrada em circulação. Christine Lagarde indicou, contudo, que estão a ser preparados os primeiros lançamentos da nova série para o início da década de 2030.
As denominações deverão continuar a ser as mesmas: 5, 10, 20, 50, 100 e 200 euros. Os tamanhos e as cores dominantes também deverão permanecer semelhantes aos atuais, facilitando a adaptação de caixas automáticas e outras máquinas que trabalham com dinheiro.
As notas atualmente utilizadas também não vão perder automaticamente a validade quando aparecer a nova série. A transição deverá ser gradual, tal como aconteceu quando a atual série Europa começou a substituir as primeiras notas de euro.















