O PSD de Olhão manifestou preocupação com o ambiente vivido na Assembleia de Freguesia da Fuzeta, realizada em 21 de setembro, e apelou a que a discussão sobre uma eventual redefinição territorial seja conduzida com serenidade, rigor e respeito entre as populações da Fuzeta e de Moncarapacho.
Em comunicado, a estrutura social-democrata começa por afirmar que “Fuseta e Moncarapacho merecem respeito. A democracia também”, defendendo que as pretensões relacionadas com a identidade e o território da Fuseta podem ser discutidas no plano político e administrativo.
PSD considera legítimo discutir interesses e identidade da Fuzeta
Segundo o comunicado, “a defesa dos interesses da Fuseta é legítima” e “a afirmação da sua identidade e a discussão sobre uma eventual redefinição territorial são igualmente legítimas.”
O partido estabelece, contudo, uma distinção entre esse debate e comportamentos que considere hostis entre as populações, afirmando que “o que não é aceitável é que uma discussão política e administrativa seja transformada num confronto entre populações, ou que Cidadãos sejam hostilizados pela Freguesia onde vivem”.
Referência a “pedradas” é repudiada pelo partido
O PSD de Olhão refere também relatos públicos sobre expressões utilizadas durante a sessão da Assembleia de Freguesia. No comunicado, escreve que “as referências públicas entretanto divulgadas, incluindo as relatadas pelo Postal do Algarve, sobre expressões de ‘pedradas’ dirigidas aos Moncarapachenses, merecem o nosso repúdio, caso confirmadas no registo da sessão”.
O POSTAL noticiou, esta terça-feira, um relato de Janete Serrano segundo o qual terão ocorrido intervenções do público contra a presença de habitantes de Moncarapacho e uma referência a “pedrada”. Trata-se de um relato atribuído à própria e não de uma conclusão independente sobre o que ocorreu na sessão.
O partido resume a sua posição nos seguintes termos: “Discordar é democrático. Hostilizar pessoas pela sua origem ou residência não é”.
Partido pede rigor na condução das assembleias
O PSD Olhão considera igualmente necessário garantir condições de participação do público sem comprometer o funcionamento dos órgãos autárquicos.
Nesse sentido, defende que “as Assembleias de Freguesia sejam conduzidas com rigor, garantindo a participação do público, mas também o respeito pelas regras, pelos eleitos e pelo normal funcionamento dos trabalhos.”
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