A jovem a concluir o último ano de licenciatura, falava-me da sua indecisão. Até há algum tempo atrás não tinha dúvidas de que o destino era Inglaterra. Agora não tem a certeza. Explicou. A família continua a procurar convencê-la a não emigrar. Teme perder o namorado. E, feitas as contas, o ganho salarial não é assim tanto que o justifique. “Lá vou ganhar cerca de 2.500,00. Em Portugal, o salário médio no mesmo emprego anda próximo dos 1.500,00. Mas, uma refeição simples custa o dobro. Os transportes também. O preço de um quarto dá que pensar”.
Esta jovem concluiu, assim, que financeiramente não compensa. Para além das (importantes…) questões pessoais. Mas, a formação na carreira também é importante, questionei. “Nem por isso… Muitos jovens licenciados nos países europeus estão a decidir viver e trabalhar em Portugal. O custo de vida é mais baixo, maior segurança, mais tranquilidade. As pessoas aqui são acolhedoras. Tenho amigos de países europeus que vieram aqui fazer o ‘Erasmus’ e não quiserem regressar” – concluiu a jovem.

Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional (ANIR)
A jovem enunciou-me um rol de vantagens fiscais, de apoio ao primeiro emprego, de criar o próprio emprego, apoio à renda de casa, aos empréstimos para habitação própria, etc
A conversa com esta jovem ia interessante. Não queria cortar-lhe a ideia da vontade anterior de emigrar. Mas, não pude deixar a minha dúvida crescer. Questionei. “Mas, vê futuro para um casal jovem formar vida em Portugal, com estabilidade?”
A resposta surpreendeu-me! A jovem enunciou-me um rol de vantagens fiscais, de apoio ao primeiro emprego, de criar o próprio emprego, apoio à renda de casa, aos empréstimos para habitação própria, etc! Inclusive informou-me que havia um apoio de cerca de mil euros para melhorar as capacidades no digital!
Uau! Disse eu. Será que os nossos jovens sabem disso?
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