“Somente quem tem que passar por isso compreende a dificuldade”.
Este foi o desabafo de uma mãe que pela primeira vez viveu esse “calvário”. Sem vagas. Com “muita sorte” conseguiu um lugar numa creche.
Estes equipamentos são essenciais para repor a normalidade do casal.
São várias as questões que se devem colocar.
Numa realidade do país, a precisar de trabalhadores, dificulta-se o regresso destes ao trabalho.

Jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional (ANIR)
Se ter filhos já é uma despesa, para muitos difícil, com as dificuldades iniciais por falta de creche, a indecisão aumenta
Numa sociedade que precisa de aumentar a sua população, em queda há muitos anos, não se dão condições para os casais construírem e viverem a sua família, sem que essa decisão lhes cause prejuízos.
Desanimam os casais do seu desejo de ter filhos. Prejudica-se a sua capacidade financeira, fruto da redução do proveito integral do seu trabalho. Prejudica-se o estado, pois tem de ser prolongada a ausência ao trabalho, suportada pelo benefício social.
Se ter filhos já é uma despesa, para muitos difícil, com as dificuldades iniciais por falta de creche, a indecisão aumenta.
Alguns casais optam por ir ‘adiando’ a decisão à espera de melhores dias. Melhor dizendo, de mais vagas. Os anos vão passando e a capacidade natural para conceber também.
Com o enorme volume de apoio financeiro da União Europeia, algo de melhor se podia (devia…) fazer. Em nome da vontade dos casais de ter filhos. Em nome da necessidade de aumentar a população, num dos países mais envelhecidos da UE. Em nome da economia do país, cada vez mais dependente da imigração.
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