A polémica sobre os espaços ocupados por toldos e chapéus de sol continua a marcar este verão nas praias do Algarve. Em Armação de Pêra, onde a praia começa a encher ainda de madrugada, os banhistas podem instalar-se à frente das áreas concessionadas, desde que não ultrapassem os limites definidos para esses espaços.
Em pleno mês de agosto, Armação de Pêra volta a ser um dos pontos do Algarve onde a pressão sobre o areal é mais evidente. Segundo o Jornal de Notícias, ainda antes das primeiras horas da manhã, já há famílias a marcar lugar com toalhas e chapéus de sol.
O hábito não é novo, mas este verão ganhou uma nova dimensão devido às dúvidas sobre onde os banhistas podem ou não colocar os seus próprios equipamentos junto das concessões.
A Agência Portuguesa do Ambiente esclareceu que os utilizadores das praias podem colocar guarda-sóis à frente das concessões, desde que respeitem os limites da área atribuída aos concessionários.
Chapéus podem ficar à frente dos toldos
Na prática, isto significa que um banhista pode instalar o seu chapéu de sol numa zona em frente aos toldos existentes, desde que esse espaço não esteja incluído na área concessionada.
A questão tem provocado dúvidas em várias praias, sobretudo nas zonas onde existe pouca areia disponível face ao número de pessoas que procuram um lugar.
Em Armação de Pêra, a elevada procura faz com que muitos banhistas cheguem cedo para garantir espaço junto ao mar, sobretudo durante os fins de semana e os períodos de maior afluência turística.
“Não cabia toda a gente”
A pressão sobre o areal ajuda a explicar a importância desta regra. Uma das ideias sublinhadas localmente é que, sem a possibilidade de ocupar os espaços livres à frente dos toldos, haveria ainda menos espaço disponível para todos os utilizadores.
O cenário ganha especial relevância em praias urbanas do Algarve, onde as concessões coexistem com centenas ou milhares de banhistas que levam o próprio chapéu de sol.
Para já, os receios de conflitos mais graves entre concessionários e banhistas não parecem estar a confirmar-se, embora o tema continue a gerar discussão.
Mapas podem ajudar a esclarecer limites
Uma das soluções defendidas para reduzir conflitos passa pela colocação de mapas nas praias, identificando de forma clara os limites das áreas concessionadas.
Desta forma, os banhistas podem perceber onde termina a zona ocupada legalmente pelos toldos e espreguiçadeiras e onde começa o espaço de utilização pública.
A medida poderá também evitar situações em que um utilizador é levado a acreditar que determinada zona da praia pertence à concessão quando, na realidade, está fora dos limites atribuídos.
Armação de Pêra continua sob forte procura
Armação de Pêra é um exemplo particularmente visível desta realidade por concentrar uma elevada procura durante o verão e por dispor de várias áreas concessionadas ao longo do areal.
Durante agosto, é frequente o movimento começar muito cedo, com familiares a deslocarem-se à praia para reservar espaço para grupos que só chegam mais tarde.
Com o areal cada vez mais disputado, a clarificação das regras sobre chapéus de sol e concessões torna-se especialmente importante para garantir que existe espaço de utilização pública e que os limites legais são respeitados por todos.
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