Com 29,4% dos proveitos totais do turismo e 29,1% das dormidas registadas em Portugal, o Algarve liderou a atividade do alojamento turístico em junho, apesar de as dormidas de não residentes terem diminuído pela primeira vez desde outubro de 2025.
Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que a região algarvia concentrou também 28,5% dos proveitos de aposento, relativos exclusivamente às dormidas.
A Grande Lisboa surgiu depois, com 27,1% dos proveitos totais e 28,5% dos proveitos de aposento, enquanto o Norte representou 15,6% e 16%, respetivamente.
Algarve reúne 29,1% das dormidas nacionais
O Algarve, a Grande Lisboa e o Norte concentraram, em conjunto, 69,2% das dormidas registadas no país durante junho.
A região algarvia liderou, com 29,1% do total, seguindo-se a Grande Lisboa, com 22,2%, e o Norte, com 17,9%. Em todo o país, os estabelecimentos de alojamen-
to turístico receberam 3,1 milhões de hóspedes, mais 1% do que no mesmo mês de 2025. As dormidas aumentaram 0,7%, para 8,1 milhões.
O INE sublinhou, contudo, que “o crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado interno, ainda que em abrandamento”.
As dormidas de residentes cresceram 3,8%, atingindo 2,5 milhões. Em maio, o aumento tinha sido de 6,7%. Já as dormidas de não residentes recuaram 0,6%, para 5,7 milhões, interrompendo uma trajetória de crescimento iniciada em outubro de 2025. No mês anterior, este mercado ainda tinha avançado 1,1%.
Estada média no Algarve chega às três noites
A estada média nos alojamentos turísticos portugueses fixou-se em 2,58 noites, menos 0,3% do que em junho do ano anterior.
O Algarve apresentou uma média de três noites, acima do valor nacional. Apenas a Madeira, com 4,37 noites, e os Açores, com 3,06, registaram permanências médias superiores.
No conjunto do país, a taxa líquida de ocupação-cama desceu 1,4 pontos percentuais, para 53,6%, enquanto a ocupação-quarto diminuiu 1,1 pontos, situando-se em 64,3%.
Todas as regiões registaram descidas na ocupação-cama, tendo a redução mais acentuada ocorrido na Madeira, com menos 7,2 pontos percentuais.
Proveitos aumentam apesar da menor procura externa
O alojamento turístico gerou, em junho, 786,6 milhões de euros em proveitos totais, mais 4,7% do que no mesmo mês de 2025.
Os proveitos de aposento atingiram 609,3 milhões de euros, correspondendo a um aumento de 4,5%. Os dois indicadores cresceram a um ritmo inferior ao registado em maio, quando os proveitos totais tinham avançado 5,7% e os de aposento 4,9%.
Todas as regiões apresentaram aumentos nas receitas, à exceção do Oeste e Vale do Tejo, onde os proveitos totais caíram 2,4% e os de aposento recuaram 0,4%. Os Açores registaram os maiores crescimentos, com subidas de 7% nos proveitos totais e de 7,2% nos proveitos de aposento.
Canadá e Estados Unidos em alta
Entre os dez principais mercados emissores, o Canadá apresentou o maior crescimento em junho, com uma subida de 4%, seguido dos Estados Unidos, com mais
2,8%. O mercado francês manteve a maior quebra, com uma redução de 7,9%. A evolução das dormidas de estrangeiros foi negativa na maioria das regiões. As únicas exceções foram os Açores e o Norte, ambos com crescimentos de 2,6%, e a Grande Lisboa, com uma subida de 0,5%.
O Oeste e Vale do Tejo registou a maior diminuição, de 12,3%, seguindo-se a Península de Setúbal, com menos 5,7%. No conjunto das dormidas, incluindo residentes e não residentes, o Norte apresentou o maior aumento regional, de 4,8%. Seguiram-se a Grande Lisboa, com 2,3%, e o Alentejo, com 2,1%.
Setor soma mais de três mil milhões de euros até junho
Durante o primeiro semestre de 2026, o alojamento turístico português contabilizou 36,8 milhões de dormidas.
Os proveitos totais atingiram 3.148,3 milhões de euros, enquanto os proveitos de aposento ascenderam a 2.371,1 milhões.
Em junho, o rendimento médio por quarto disponível fixou-se em 90,5 euros, mais 1% do que no mesmo período do ano anterior. O rendimento médio por quarto ocupado chegou aos 140,8 euros, traduzindo um crescimento homólogo de 2,7%.
A.Pinto / HDF
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