Quatro números são suficientes para proteger muitas operações realizadas com um cartão bancário, mas a escolha do código pode fazer diferença. Combinações de PIN simples, sequências previsíveis ou números relacionados com informação pessoal são desaconselhados por entidades bancárias.
Entre os exemplos mais evidentes estão códigos como 1234 e 1111, assim como combinações baseadas no ano de nascimento. O Millennium bcp identifica precisamente estes exemplos entre os PIN considerados óbvios e que não devem ser utilizados nos seus serviços digitais.
1234 e 1111 estão entre os códigos a evitar
A facilidade de memorizar uma sequência pode ser precisamente aquilo que a torna menos aconselhável. Números consecutivos como 1234 ou combinações em que o mesmo algarismo é repetido são padrões mais previsíveis.
O mesmo princípio aplica-se à utilização de datas pessoais. Anos de nascimento, aniversários ou outros números associados ao titular podem ser mais fáceis de relacionar com uma determinada pessoa caso terceiros tenham acesso a informação pessoal.
O Banco de Portugal deixa uma recomendação semelhante relativamente às palavras-passe utilizadas em aplicações de pagamento: não devem ser utilizadas combinações demasiado óbvias, dando como exemplo 123456, nem informação pessoal fácil de obter, como datas de aniversário ou nomes.
PIN deve ser pessoal e não deve ser partilhado
Há ainda outro cuidado fundamental. Segundo o Banco de Portugal, o PIN associado a um cartão é um código pessoal e intransmissível, devendo ser memorizado e nunca comunicado a terceiros.
A entidade recomenda também que seja garantida privacidade no momento em que o código é introduzido num terminal de pagamento, protegendo o teclado do olhar de outras pessoas.
Anotar o código secreto junto do próprio cartão é igualmente uma prática a evitar. A recomendação passa por memorizar o PIN e manter o cartão guardado num local seguro.
Caso sejam detetados movimentos que o titular não reconhece, o Banco de Portugal aconselha a contactar imediatamente a entidade que emitiu o cartão.
Em situações de perda, roubo, apropriação indevida ou suspeita de clonagem ou falsificação, essa comunicação ao banco também deve ser feita de imediato.
Assim, códigos fáceis de memorizar podem não ser a escolha mais prudente. Sequências como 1234, repetições como 1111 ou números relacionados com datas pessoais são precisamente o tipo de combinações que as recomendações de segurança aconselham a evitar.
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