A semana de 4 a 10 de maio de 2026 deverá trazer tempo mais fresco e instável a Portugal, com nebulosidade, alguma chuva e temperaturas abaixo do habitual para esta altura do ano. A maior incerteza está no final da semana, quando uma depressão atlântica poderá aproximar-se do território e agravar o estado do tempo.
De acordo com o portal especializado em meteorologia Luso Meteo, e depois de vários dias de Primavera pouco afirmativa, os modelos meteorológicos continuam a indicar uma descida da temperatura e maior presença de humidade em Portugal continental e nos arquipélagos.
A possibilidade de uma depressão atlântica afetar o país entre sexta-feira e domingo, 8 a 10 de maio, está a ser acompanhada, mas ainda não existe total consenso quanto ao seu posicionamento e intensidade.
Tempo mais fresco do que o normal
Segundo a previsão divulgada pela Luso Meteo, a semana deverá ser marcada por temperaturas abaixo da média, em alguns casos até bastante inferiores ao que seria habitual no início de maio.
Nesta altura do ano, seria normal encontrar máximas mais próximas dos 22 a 26 graus em várias zonas do país. No entanto, em alguns dias, os valores poderão ficar bem abaixo desse patamar.
O IPMA também aponta, na previsão alargada para os Açores, para temperatura média semanal abaixo do normal em parte do arquipélago, nomeadamente nos grupos Central e Oriental.
Chuva pode ganhar força no fim da semana
No continente, a segunda-feira deverá começar com céu nublado e possibilidade de chuva fraca, sobretudo no litoral e no Norte. As temperaturas deverão manter-se baixas para a época.
Na terça-feira, o cenário deverá ser semelhante, com algum vento de norte durante a tarde e precipitação fraca em zonas do Norte e Centro. O mar, para já, não deverá apresentar grande agravamento.
A meio da semana, sobretudo na quarta-feira, poderá haver uma ligeira melhoria, com tempo mais seco em algumas regiões e uma pequena subida das temperaturas, embora ainda abaixo da média.
Depressão atlântica ainda gera incerteza
A partir de quinta-feira, a instabilidade deverá aumentar, com maior probabilidade de chuva e vento. A sexta-feira surge, nesta fase, como um dos dias em que a precipitação poderá chegar a mais regiões.
A grande dúvida está no comportamento de uma possível depressão atlântica. Alguns cenários admitem a aproximação de frentes mais ativas ao continente, com chuva, vento e agitação marítima.
Outros cenários apontam para uma influência mais forte do anticiclone, o que poderia limitar a aproximação do núcleo depressionário. Mesmo assim, a instabilidade não deverá desaparecer por completo.
Fim de semana pode ser mais chuvoso
Para sábado e domingo, 9 e 10 de maio, a incerteza continua elevada, mas há sinais de que o tempo poderá agravar-se em algumas zonas do país.
A chuva poderá ser mais significativa no Norte e Centro, embora ainda seja cedo para definir com segurança quais as regiões mais afetadas e os acumulados previstos.
Por esse motivo, a evolução da previsão deverá ser acompanhada nos próximos dias, sobretudo por quem tem deslocações ou atividades ao ar livre previstas para o fim de semana.
Açores e Madeira também com Primavera tímida
Nos Açores, a semana deverá começar sem grande precipitação, mas a partir de quarta-feira aumenta a probabilidade de aguaceiros e de algum vento. A previsão alargada do IPMA indica precipitação total semanal abaixo do normal nos grupos Ocidental e Central na primeira semana de maio.
Na Madeira, o tempo também deverá apresentar sinais de instabilidade. O boletim meteorológico do IPMA para o arquipélago previa céu muito nublado e períodos de chuva, mais frequentes e intensos a partir da tarde de segunda-feira, 4 de maio, com possibilidade de trovoadas.
Apesar da incerteza, a tendência geral aponta para uma semana pouco primaveril, com temperaturas mais baixas, céu frequentemente nublado e possibilidade de chuva em vários pontos do país.
A eventual tempestade atlântica no final da semana ainda não está confirmada, mas o cenário merece atenção. Até lá, a recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas, já que pequenas alterações no posicionamento da depressão podem mudar bastante a previsão.















