O fim de semana de 7 e 8 de fevereiro será marcado por dois dias com comportamentos meteorológicos muito distintos em Portugal. O sábado deverá trazer uma nova situação de tempestade, associada a um sistema frontal ativo e a vento forte, com chuva, enquanto o domingo promete uma trégua temporária, precisamente no dia das eleições. Essa melhoria, no entanto, deverá ser curta, uma vez que a precipitação deverá regressar nos dias seguintes.
De acordo com previsões divulgadas pelo Luso Meteo, site especializado em meteorologia, o sábado apresenta maior incerteza na evolução final do sistema atmosférico, exigindo especial atenção, sobretudo nas regiões mais expostas à chuva intensa, ao vento forte e à agitação marítima.
Uma nova perturbação atlântica entra em cena no sábado
O cenário meteorológico de sábado poderá ser dominado por uma depressão relativamente compacta, ainda em monitorização, que deverá cruzar a Península Ibérica associada a um fluxo perturbado de Oeste. A pressão mínima poderá aproximar-se dos 995 hectopascais, valor suficiente para originar precipitação significativa e rajadas fortes, sobretudo no litoral.
Segundo a mesma fonte, esta perturbação apresenta algumas semelhanças estruturais com sistemas anteriores que afetaram o país, embora tudo indique que não atingirá a mesma intensidade. Ainda assim, os efeitos à superfície poderão ser relevantes, em particular no Sul durante a manhã e, mais tarde, no litoral Norte e Centro.
Chuva intensa, vento forte e mar muito agitado
Para sábado, prevêem-se períodos de chuva forte nas regiões a Sul do Tejo até ao meio da tarde, passando depois a regime de aguaceiros. No restante território, os aguaceiros deverão ser frequentes, por vezes moderados a fortes. Existe ainda possibilidade de queda de neve acima dos 1100 a 1300 metros de altitude.
O vento deverá soprar forte na região Sul, com velocidades médias entre 50 e 60 km/h e rajadas que poderão atingir 80 a 100 km/h, sobretudo no litoral e em zonas montanhosas.
No Norte e Centro, o vento será inicialmente mais fraco, mas deverá intensificar-se a partir da tarde, com rajadas fortes de noroeste, podendo localmente aproximar-se dos 100 km/h.
A agitação marítima será outro fator de risco, com ondas que poderão atingir os 10 metros na costa ocidental e valores elevados também na costa sul do Algarve. As autoridades recomendam especial cautela junto ao mar.
Domingo traz uma melhoria temporária, mas não duradoura
O domingo, dia 8 de fevereiro, deverá apresentar um cenário mais favorável, ainda que longe de totalmente estável. Estão previstas abertas, sobretudo no interior Centro e Sul, com uma diminuição temporária da precipitação durante parte do dia.
No entanto, os modelos apontam para o regresso da chuva ao final da tarde, começando pelo litoral e avançando progressivamente para o interior. O vento continuará a soprar moderado a forte de noroeste durante a madrugada, tornando-se mais fraco ao longo do dia e rodando para sul no final da tarde.
As temperaturas máximas poderão subir ligeiramente, contribuindo para uma sensação térmica menos invernal durante algumas horas.
Açores e Madeira com tempo instável, mas sem extremos
Nos Açores, o fim de semana será marcado por céu muito nublado e períodos de aguaceiros, sobretudo nos grupos Ocidental e Central. O vento deverá soprar moderado a forte de sudoeste, com rajadas que poderão ultrapassar os 60 km/h, e o mar estará muito agitado, com ondas que poderão chegar aos oito metros nas ilhas mais expostas.
Na Madeira, a situação será menos severa. Esperam-se períodos de céu muito nublado e aguaceiros fracos, mais prováveis nas zonas montanhosas. O vento poderá ser moderado, com rajadas fortes pontuais, e a ondulação deverá manter-se entre três e quatro metros.
A trégua não significa o fim do mau tempo
Apesar da melhoria prevista para domingo, a tendência para os dias seguintes continua a apontar para um padrão instável, com novas entradas de sistemas frontais e manutenção do risco de precipitação.
De acordo com o Luso Meteo, a trégua do dia das eleições deverá ser encarada como temporária, não representando, para já, o fim do período de tempo adverso que tem marcado as últimas semanas em Portugal.
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