As viagens de táxi com partida do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, vão passar a ter um preço mínimo de 16 euros a partir de 15 de outubro. A alteração prevê um modelo de preços fixos, apresentado como uma forma de dar maior segurança aos passageiros que recorrem a este transporte.
De acordo com o Notícias ao Minuto o novo tarifário resulta de um entendimento entre o município, associações do setor, representantes do turismo e a gestora aeroportuária. A assinatura do acordo está prevista para esta sexta-feira, 11 de setembro.
Fiscalização encontrou infrações em 67 viaturas
A justificação apresentada pela Câmara de Lisboa centra-se nos problemas identificados no serviço prestado no aeroporto. Carlos Moedas defende que a mudança permitirá proporcionar “maior segurança” aos passageiros, associando a revisão do tarifário ao combate às irregularidades.
“Há mais de 30 anos que há problemas de insegurança e burlas no aeroporto. Em agosto, foi realizada uma inspeção em 100 viaturas e houve infrações em 67”, afirmou o presidente da autarquia, em declarações reproduzidas pela mesma fonte. O relato não especifica quais foram as infrações detetadas nessa fiscalização.
Acordo reúne município, táxis e turismo
Segundo a mesma fonte, participam no entendimento a Câmara Municipal de Lisboa, a Associação Nacional dos Transportes Rodoviários em Automóveis Ligeiros e a Federação Portuguesa do Táxi. Juntam-se a estas entidades a Associação do Turismo de Lisboa e a ANA, Aeroportos de Portugal. A medida anunciada diz respeito apenas aos táxis no aeroporto da capital.
Em paralelo, o enquadramento dos transportes de passageiros através de plataformas eletrónicas está a mudar. A mesma fonte dá ainda conta da entrada em vigor de uma revisão do regime TVDE que permite integrar táxis nesta atividade, desde que cumpram os requisitos aplicáveis e estejam inscritos junto de uma plataforma licenciada.
Contudo, essa aproximação tem recebido críticas de representantes dos dois setores. As associações de táxis apontam uma “vantagem concorrencial injustificada” e uma “desigualdade entre operadores”, enquanto representantes dos TVDE contestam aspetos do regime transitório.
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