A construção do futuro Aeroporto Luís de Camões dá esta quarta-feira, 22 de julho, mais um passo com a apresentação do terceiro relatório técnico elaborado pela ANA. O documento deverá detalhar o plano de execução da infraestrutura, incluindo as principais fases da obra e o calendário previsto para a sua concretização.
Segundo a agência de notícias Lusa, o relatório será apresentado durante a sessão “Expansão e modernização do sistema aeroportuário nacional: ligar Portugal ao Mundo”, que decorre no Centro de Congressos e Reuniões do Centro Cultural de Belém e contará com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
Documento aprofunda soluções para a infraestrutura
O relatório entregue ao Governo a 17 de julho deverá apresentar as soluções técnicas previstas para o novo aeroporto, cuja localização escolhida é o Campo de Tiro de Alcochete.
Entre os aspetos abordados estão o desenho das pistas, os caminhos de circulação das aeronaves, as placas de estacionamento, o terminal de passageiros e as respetivas acessibilidades, elementos considerados essenciais para a fase de planeamento da futura infraestrutura.
Terceira etapa de um processo mais longo
Este é o terceiro documento preparado pela concessionária no âmbito da candidatura ao novo aeroporto. Antes deste relatório técnico já tinham sido entregues o relatório de consultas, em julho de 2025, e o relatório preliminar do estudo ambiental, apresentado no início deste ano.
Segundo o calendário definido, a preparação da candidatura continuará nos próximos anos. O relatório financeiro deverá ser apresentado em janeiro de 2027 e a conclusão formal da candidatura está prevista para janeiro de 2028.
Investimento estimado em milhares de milhões
A Lusa recorda que, no relatório inicial divulgado no início de 2025, a ANA estimou o custo de construção do Aeroporto Luís de Camões em cerca de 8,5 mil milhões de euros. Desse montante, aproximadamente sete mil milhões de euros deverão ser financiados através da emissão de dívida. A concessionária propôs igualmente um aumento gradual das taxas aeroportuárias no Aeroporto Humberto Delgado entre 2026 e 2030 para apoiar o equilíbrio financeiro do projeto.
Para garantir o reembolso do investimento, a ANA propôs também prolongar por mais 30 anos o contrato de concessão aeroportuária, estendendo-o até 2092. A proposta prevê que todo o investimento seja suportado sem recurso a financiamento público. O contrato atualmente em vigor foi celebrado em 2012 e tem uma duração de 50 anos.
Objetivo mantém abertura em 2037
A entrada em funcionamento do novo aeroporto continua prevista para meados de 2037, embora a concessionária admita antecipar a abertura para o final de 2036 caso sejam acordadas alterações ao calendário de execução com o Governo.
Atualmente integrada na VINCI Airports, a ANA gere os aeroportos de Lisboa, Porto, Faro, Madeira, Porto Santo, Ponta Delgada, Santa Maria, Horta e Flores, além do Terminal Civil de Beja. A apresentação do relatório técnico representa mais uma etapa no processo que definirá o futuro da principal infraestrutura aeroportuária do país.
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