A cidade de Lisboa foi classificada como a mais colorida do mundo num estudo internacional que avaliou a diversidade de cores em vários destinos urbanos. A análise teve como objetivo identificar quais as cidades com maior variedade cromática em imagens de ruas e edifícios. De acordo com o portal NiT, o estudo posiciona a capital portuguesa no topo do ranking global, com base em dados recolhidos em diferentes cidades internacionais.
O mesmo trabalho analisou 78 destinos conhecidos pela diversidade visual dos seus espaços urbanos, incluindo cidades da Europa, Ásia e América. Segundo a mesma fonte, a metodologia assentou na identificação de variações de cor ao nível dos píxeis em imagens representativas de cada cidade, permitindo quantificar a diversidade cromática existente.
Metodologia baseada na análise digital de cores
O estudo foi desenvolvido por especialistas ligados a uma empresa do setor dos seguros de viagem, a Just Cover, que recorreu a ferramentas de análise digital para medir a variedade de cores em ambiente urbano. Escreve a publicação que foram consideradas imagens de diferentes pontos das cidades, permitindo criar uma base comparativa entre os vários destinos avaliados. Este método procurou uniformizar a análise entre contextos urbanos distintos.
Lisboa surge em primeiro lugar com mais de 2,6 milhões de cores identificadas e uma pontuação máxima de 100 em 100. Este resultado coloca a capital portuguesa como a cidade com maior diversidade cromática entre todas as analisadas. Conforme a mesma fonte, a classificação resulta da combinação de vários elementos visuais presentes na cidade, que foram captados e analisados no âmbito do estudo.
Elementos urbanos destacados na capital
O estudo refere a presença de edifícios em tons pastel e de azulejos decorativos como parte da identidade visual de Lisboa. Estes elementos são frequentes nos bairros históricos da cidade. Acrescenta a publicação que os elétricos amarelos e os telhados em tons de terracota também foram considerados fatores relevantes para a diversidade cromática identificada na capital portuguesa.
Para além das cores, quem for a Lisboa poderá também surpreender-se com o toque das sirenes dos bombeiros ao meio dia, algo que acontece também em muitas outras cidades de Portugal. É já uma tradição antiga que funciona como um sinal horário para marcar a hora de almoço.
O Porto ocupa o terceiro lugar do ranking, com uma pontuação de 91,6 e cerca de 2,4 milhões de tonalidades identificadas. A Invicta surge apenas atrás de Kuala Lumpur, na Malásia, que ocupa a segunda posição. A presença do Porto no pódio reforça a relevância de cidades portuguesas no conjunto analisado pelo estudo internacional.
Características visuais do Porto no estudo
Segundo a mesma fonte, o estudo destaca os telhados em tons de vermelho-terracota e as casas coloridas junto ao rio Douro como elementos centrais da paisagem urbana do Porto. Também são referidas as ruas em calçada e as caves de vinho como parte do enquadramento visual associado à cidade.
O ranking inclui ainda Cartagena e o Rio de Janeiro entre as cinco primeiras posições, com avaliações próximas das registadas no topo da tabela. De acordo com a NiT, estas cidades fazem parte de um conjunto mais amplo de destinos com elevada diversidade cromática. Acrescenta a publicação que cidades, como Guanajuato, Havana, Hanói, Nova Orleães e Medellín também integram a lista, reforçando a presença de destinos fora da Europa no ranking.
Presença dominante do continente americano
O continente americano surge com forte representação entre as cidades analisadas, incluindo várias localidades entre as primeiras posições. Este fator evidencia a dispersão geográfica dos destinos com maior diversidade de cores. Cidades, como Antígua e Nova Iorque, também integram o conjunto das 15 mais bem classificadas.
O diretor da Just Cover, Aaron Brennan, refere que a dimensão visual das cidades tem ganho relevância na escolha de destinos turísticos. Esta leitura é integrada no contexto mais amplo do planeamento de viagens. O responsável sublinha ainda a importância de fatores como cultura e gastronomia, embora o impacto visual seja cada vez mais considerado na decisão final dos viajantes.
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