O Auditório Pedro Ruivo, em Faro, recebe no próximo dia 20 de junho, pelas 21:00, o espetáculo “O Amornão se esquece, Afonso”, uma peça teatral centrada na realidade da doença de Alzheimer e no papel dos cuidadores.
A produção pretende sensibilizar o público para o impacto da doença, ao mesmo tempo que homenageia aqueles que acompanham diariamente familiares em situações de fragilidade.

O espetáculo apresenta uma abordagem humana e emotiva, onde o humor surge “de forma natural e espontânea onde menos se espera”.
A peça parte de um texto de João Lopes Dias e retrata o reencontro de dois irmãos na antiga casa dos pais, anos depois da morte destes, momento em que começam a surgir os primeiros sinais de Alzheimer.
Teatro cruza emoção, memória e música
Apesar da profundidade do tema, “O Amor não se esquece, Afonso” é descrito como “um espectáculo luminoso, humano, bem-humorado e com muita música”.
A produção aborda temas como a memória, o luto, a fragilidade, o amor e a dignidade humana através de uma narrativa sensível e próxima do público.

A encenação é assinada por Carla Vasconcelos, que integra igualmente o elenco juntamente com João Fernandes e Rodrigo Paganelli.
O espetáculo conta ainda com a participação especial de Diogo Zambujo, responsável pela música original interpretada ao vivo em formato acústico.
História destaca papel dos cuidadores
A narrativa acompanha Frederico e Guilherme na tentativa de lidar com a progressão da doença de Maria, personagem central da história.
Segundo a sinopse, a peça coloca em destaque “aqueles que muitas vezes parecem invisíveis”, referindo-se aos cuidadores e ao impacto emocional vivido pelas famílias.

A produção procura dar voz “às rotinas imperceptíveis, ao peso emocional e à dedicação silenciosa que tantas vezes nos passam despercebidos”.
O espetáculo integra uma trilogia dedicada às diferentes formas de amor, iniciada anteriormente com “O Amor é um Som”.
Produção aposta em proximidade e humanidade
“O Amor não se esquece, Afonso” apresenta-se como uma obra que cruza teatro, música e emoção numa reflexão sobre a memória e os laços familiares.
A organização descreve a peça como “uma história comovente, intensa e cheia de humanidade”.

Ao longo do espetáculo, o humor surge mesmo “nos momentos mais delicados”, equilibrando emoção e leveza.
A mensagem central da produção resume-se à ideia de que “o amor pode vacilar, mas nunca desaparece”.
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