Pela primeira vez em mais de 250 anos, o Farol do Cabo da Roca pode ser visitado por dentro e permite aos visitantes subir até à varanda panorâmica. O espaço, situado no ponto mais ocidental de Portugal e da Europa continental, passou a acolher um centro interpretativo dedicado à história dos faróis e à sinalização marítima.
De acordo com o portal NiT, o Centro Interpretativo do Farol do Cabo da Roca abriu oficialmente ao público a 23 de julho, depois de um investimento superior a 1,6 milhões de euros. O projeto foi concebido de forma a manter a atividade operacional do farol e, em simultâneo, tornar acessível ao público um espaço que durante mais de dois séculos esteve essencialmente associado à segurança da navegação.
É possível subir até à varanda panorâmica
Quem escolher a chamada visita panorâmica pode subir acompanhado por um elemento da Parques de Sintra até à varanda do farol. A partir desse ponto é possível observar o Atlântico, as falésias da costa e a Serra de Sintra, numa experiência diferente daquela que até agora estava disponível para quem visitava o Cabo da Roca.
O bilhete para esta modalidade custa 10 euros para adultos, 7,50 euros para maiores de 65 anos e cinco euros para jovens entre os seis e os 17 anos. Existe também uma visita essencial, feita em regime livre, que dá acesso ao centro interpretativo, ao pátio exterior e aos restantes espaços de apoio por cinco euros.
Exposição explica como funcionam os faróis
O novo espaço inclui uma exposição permanente dedicada à evolução dos faróis portugueses e aos sistemas utilizados para orientar a navegação marítima. A mostra aborda igualmente o papel que o Farol do Cabo da Roca continua a desempenhar atualmente, apesar da abertura ao público.
O objetivo passa, assim, por permitir que quem visita o local compreenda não apenas a paisagem, mas também a função técnica e histórica da estrutura. “Queremos que quem chega ao Cabo da Roca não encontre apenas um lugar extraordinário para observar o Atlântico”, afirmou João Sousa Rego, presidente do conselho de administração da Parques de Sintra.
Farol continua a cumprir a sua função original
A abertura ao público não implica o fim da atividade do farol. A sinalização marítima continua em funcionamento, tendo o projeto sido desenvolvido para compatibilizar as visitas com a missão que a estrutura mantém na segurança da navegação ao largo da costa portuguesa.
O contra-almirante José Diogo Pessoa Arroteia, diretor-geral da Autoridade Marítima Nacional, sublinhou precisamente esse equilíbrio. “Foi possível valorizar um património edificado e paisagístico de valor incomparável, mantendo o assinalamento marítimo, essencial à segurança da navegação”, afirmou durante a apresentação do projeto.
Espaço tem ainda loja e cafetaria
Além das áreas dedicadas à exposição permanente, o centro dispõe de uma zona destinada a exposições temporárias. Foram ainda criadas uma loja e uma cafetaria com vista para o oceano, acrescentando novos serviços ao espaço visitável no Cabo da Roca.
A visita pode, por isso, ser feita de duas formas distintas. Quem pretender apenas conhecer o centro interpretativo pode optar pelo bilhete de cinco euros, enquanto quem quiser chegar à varanda panorâmica terá de escolher a modalidade acompanhada. As duas opções estão disponíveis através da bilheteira da Parques de Sintra.
Investimento ultrapassou 1,6 milhões de euros
A intervenção procurou também reforçar a relação entre o farol e o território onde se encontra. Segundo João Sousa Rego, a intenção é que os visitantes consigam “reconhecer os valores naturais que os rodeiam e descobrir um território muito mais vasto”, indo além da habitual paragem para observar a paisagem.
Com a abertura do centro, o Farol do Cabo da Roca passa, assim, a ter uma função pública que se soma àquela que desempenha há mais de dois séculos. O local continua a orientar a navegação marítima, mas recebe agora visitantes interessados em conhecer a história da estrutura e, se escolherem a visita panorâmica, subir até um dos seus pontos mais elevados.














